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Estado de Minas

Ex-motorista do goleiro Bruno é baleado dentro de bar em Contagem

Cleiton da Silva Gonçalves estava em um bar quando dois homens em uma moto atiraram nos clientes. Ele acabou atingido de raspão nas costas. Os suspeitos não forma presos


postado em 27/08/2012 21:24 / atualizado em 27/08/2012 21:46

Cleiton foi detido no começo das investigações sobre o assassinato de Eliza Samudio(foto: Jackson Romanelli/EM/D.A.Press)
Cleiton foi detido no começo das investigações sobre o assassinato de Eliza Samudio (foto: Jackson Romanelli/EM/D.A.Press)
Menos de uma semana após o assassinato de Sérgio Rosa Sales, primo do goleiro Bruno Fernandes, outra pessoa envolvida no caso foi baleada. Cleiton da Silva Gonçalves, ex-motorista do atleta, que chegou a ser preso por causa do sumiço de Eliza Samudio, levou um tiro de raspão nas costas quando estava dentro de um bar em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Familiares afirmaram que ele passa bem.

O atentado aconteceu na noite de domingo no Bairro Conjunto Liberdade. De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Militar (PM), dois homens chegaram em um bar na Rua 12, número 102, por volta das 20h. Armados, os dois desceram e atiraram contra clientes do estabelecimento que assistiam ao jogo entre Atlético e Cruzeiro.

Um adolescente de 13 anos levou um tiro na perna esquerda. Ele foi socorrido para a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) Ressaca, onde foi atendido e liberado. De acordo com a esposa de Cleiton, que não quis se identificar, o ex-motorista do goleiro Bruno estava no local no momento da confusão. Ela disse que o marido chegou a ser baleado de raspão. Mesmo ferido, não procurou atendimento médico. A mulher informou que ele passa bem e não quis comentar detalhes do ocorrido, bem como os motivos do ataque.

A PM conseguiu identificar um dos suspeitos de ter efetuados os disparos no bar. Seriam um adolescente de 17 anos, que estava acompanhado por um comparsa, ainda não identificado. Nenhum deles foi localizado.

Em março deste ano, Cleiton foi preso suspeito de ser o mandante do assassinato de Elvis Silva Camargo, morto com seis tiros dentro de uma churrascaria às margens da BR-040, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Na ocasião, um grupo de quatro homens entrou no local e executou um homem . O homicídio foi registrado por câmeras de segurança.

De acordo com a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), Cleiton tem passagens no sistema prisional desde 2007. Em março, ele foi encaminhado para o Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) de Betim. Após conseguir um alvará de soltura na Justiça, o ex-motorista do goleiro Bruno acabou solto em 12 de maio.

 

A polícia ainda não sabe se o crime tem alguma ligação com o Caso Bruno ou com o homicídio do qual Cleiton é apontado como mandante.

Participação no Caso Bruno


Cleiton chegou a ser preso em julho de 2010, quando começaram as investigações sobre o desaparecimento e morte de Eliza Samudio. Ele dirigia uma Range Rover que o goleiro Bruno havia pegado emprestado com um amigo jogador no Rio de Janeiro para vir a Belo Horizonte. Ele foi detido quando o veículo foi apreendido em uma blitz, pois estava com licenciamento e IPVA vencidos. O veículo foi uma das principais provas materiais de que Eliza foi agredida durante o trajeto até a capital mineira, já que foram encontrados vestígios de sangue dela e do primo adolescente do goleiro.

Além disso, a mulher de Cleiton, à época, admitiu ter cuidado do filho de Eliza. Ela contou à polícia que recebeu R$ 50 para tomar conta da criança, mas afirmou que desconhecia que ele seria filho do goleiro Bruno. Cleiton também negou qualquer envolvimento no desaparecimento da ex-modelo. Por falta de provas, ele foi solto e não foi arrolado como réu no processo judicial.

Ao todo, oito pessoas foram denunciadas à Justiça pelo Ministério Público. Sérgio Rosa Sales, que aguadava julgamento em liberdade, respondia por sequestro e cárcere privado (pena de 1 a 3 anos), homicídio qualificado ( 12 a 30 anos) e ocultação de cadáver (1 a 3 anos), os mesmos crimes pelos quais são acusados Bruno e o amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão. O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, é acusado de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Os três, únicos que permanecem presos, irão a júri popular.

Em liberdade Fernanda Gomes de Castro, ex-namorada do goleiro, que responde por sequestro e cárcere privado de Eliza e do bebê. Dayanne dos Santos, ex-mulher de Bruno, Wemerson Marques de Souza, amigo, e o caseiro do sítio, Elenilson Vitor da Silva, são acusados de sequestro e cárcere privado do menor.

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