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Estado de Minas

Advogado afirma que Bruno foi enganado por aventureiros e oportunistas

A defesa deposita suas fichas no júri popular


postado em 08/06/2011 07:19 / atualizado em 08/06/2011 07:23

A defesa do ex-goleiro do Flamengo Bruno Fernandes das Dores de Souza deposita suas fichas no júri popular. Sem muita confiança de que o atleta possa responder em liberdade pela acusação de sequestro, morte e ocultação do corpo da ex-amante Eliza Samudio, o advogado Cláudio Dalledone Junior afirma que o futuro do ex-craque rubro-negro está nas mãos dos 12 jurados. Depois de ter tido habeas corpus negado no Tribunal de Justiça de Minas Gerais e uma liminar rejeitada em Brasília, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), o réu aguarda o julgamento de outro habeas corpus, também no STJ, o que deve acontecer em 60 dias.

“Bruno teve a liberdade negada no Tribunal de Minas, que se acovardou diante da opinião da mídia. A prisão não tem fundamentação e meu cliente preenche todos os requisitos para responder em liberdade. Não foi concedido o direito de ele se defender. Sabe o que vai acontecer? Não vai haver discussão se os réus merecem ir à júri. Vão negar todos os recursos, para Bruno e os outros. A defesa de Sérgio, que diz que ele é testemunha, vai desistir da manobra (de o acusado ser julgado separadamente). Quem vai decidir é o jurado e Bruno vai sair livre, vai sair andando do salão do Tribunal do Júri de Contagem. Nas ruas, você só escuta em coro que Bruno é inocente”, afirma o advogado. “E isso vai acontecer ainda este ano, até dezembro”, garante.

Dalledone credita os 11 meses que Bruno está atrás das grades aos defensores que o antecederam. E admite que o goleiro poderá ficar preso por mais tempo. “Vai passar de um ano porque o habeas corpus não será julgado a tempo. Bruno foi enganado por aventureiros, oportunistas e profissionais sem ética que o deixaram em situação embaraçosa. Esta não é só minha opinião, um dos desembargadores que votou contra a liberdade dele também disse isso. Por dia, de cinco a 10 advogados o procuram, se oferecendo para assumir a causa. Sem dúvida nenhuma, o fato de ele estar preso esse tempo todo tem a ver com a defesa deficitária que teve, uma defesa que primou pela espetacularização.”

Veja a cronologia do caso

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