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Estado de Minas

Após supostas ameaças de morte, juíza passa a contar com escolta policial


postado em 26/04/2011 19:41

A juíza do Tribunal do Júri de Contagem, Marixa Rodrigues, passou a ser escoltada por dois policiais nesta terça-feira. Ela havia solicitado no dia anterior ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) proteção especial por causa das supostas ameaças de morte feitas pelo ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, acusado de envolvimento na morte de Eliza Samudio.

De acordo com a assessoria do TJMG, a escolta foi garantida pelo Centro de Segurança Institucional (Cesi). A proteção especial concedida à magistrada prevê outras medidas, mas a estrutura dessa segurança não será revelada pelo órgão. O TJ também não informou por quanto tempo a juíza será escoltada.

A denúncia de que Bola tramava o assassinato da magistrada foi feita pelo assistente de acusação José Arteiro Cavalcante. A revelação do plano teria sido feita a ele pelo detento Jailson Alves de Oliveira, companheiro do ex-policial. O preso disse que além da juíza, estavam na mira de Bola o chefe do Departamento de Investigações, delegado Edson Moreira, responsável pelo inquérito sobre o desaparecimento e morte da ex-amante do goleiro Bruno Fernandes, e o próprio assistente de acusação, José Arteiro Cavalcante.

No dia 20 de abril, um dia depois de Cavalcante protocolar a denúncia no Fórum de Contagem, Bola e o companheiro de cela que denunciou o suposto plano, Jaílson Oliveira, foram levados para a Penitenciária Professor Jason Soares Albergaria, em São Joaquim de Bicas, na Grande BH, e colocados em espaços diferentes. A Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) disse que a transferência não tem a ver com a denúncia e que se trata de um procedimento normal, ligado ao remanejamento de vagas.

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