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Estado de Minas

Macarrão: "Pagava as contas dele com amor"


postado em 03/04/2011 08:16 / atualizado em 03/04/2011 09:11

Braço direito do atleta, Macarrão se diz alvo de ciúme dos parentes de Bruno(foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press)
Braço direito do atleta, Macarrão se diz alvo de ciúme dos parentes de Bruno (foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press)


Luiz Henrique Ferreira Romão,o Macarrão, não teria melhor lugar para ficar preso senão ao lado do amigo por quem sempre demonstrou veneração incondicional. A maior prova desse sentimento Macarrão traz tatuada nas costas: "Bruno e Maka. A amizade nem mesmo a força do tempo irá destruir, amor verdadeiro", diz a mensagem, descoberta quando ele foi fichado no sistema prisional de Minas.

Ouvido pela polícia, Macarrão não acatou a orientação dos advogados de permanecer calado, pelo menos quando perguntado sobre sua relação com o goleiro. Ele trabalhava como assessor de Bruno e administrava todas as transações financeiras do atleta, que giravam em torno de R$ 250 mil mensais. "Todo emprego que desempenhei na vida, trabalhei com amor. Com o Bruno foi a mesma coisa. Sempre vivi no meio do futebol, joguei bola e pelo fato de estar trabalhando com um cara com quem passei por várias coisas, não digo que é amor, eu tinha amor de pagar as contas dele no banco. Passamos dificuldades juntos", disse Macarrão em depoimento.

Antes de trabalhar para Bruno, Macarrão contou que ganhava a vida "puxando carrinho" na Ceasa-MG. Quando ficou desempregado, passou a trabalhar com o goleiro, a quem conheceu na adolescência, em Ribeirão das Neves, Grande BH, onde moravam.

Macarrão conta que o fato de administrar o dinheiro de Bruno causou ciúmes entre parentes do jogador. "Todos da família do Bruno já tiveram oportunidade e nunca aproveitaram. Se tem um alvo de ciúmes dentro da família, esse alvo sou eu", desabafou, também em depoimento.

O rapaz era encarregado de depositar as mesadas nas contas de parentes de Bruno. Também cuidava da avó do goleiro. Antes de se mudar para o Rio, Macarrão viveu quatro meses no sítio do atleta em Esmeraldas, Grande BH, onde coordenou uma reforma. Perguntado no depoimento qual era sua profissão, respondeu: "Administrador das coisas do Bruno".

O"administrador" também era encarregado de pagar dívidas, fazer compras no supermercado e quitar o aluguel do apartamento da ex-mulher de Bruno, Dayanne, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Também era o despertador do goleiro todo dia, pela manhã, avisando-o dos horários dos treinos no Flamengo. Macarrão também foi presidente do time 100%, mantido por Bruno em Ribeirão das Neves.

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