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Estado de Minas

Juíza começa a ouvir réus sobre o desaparecimento de Eliza Samudio


postado em 08/11/2010 08:03 / atualizado em 13/09/2017 11:41

Nesta segunda-feira começam os depoimentos dos nove acusados do desaparecimento e morte de Eliza Samudio. Os réus serão ouvidos pela juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, do 1º Tribunal do Júri de Contagem, em sessão que está marcada para começar às 8h30. Esta é a 12ª audiência do caso e gera grandes expectativas em torno das versões para o suposto crime. O único réu que colaborou com as investigações da polícia é o primo do goleiro Bruno, Sérgio Rosa Sales. A versão de Sérgio já é conhecida e agora espera-se que os outros oito réus falem sobre o caso em juízo. Os suspeitos não deram declarações oficiais na fase do inquérito policial alegando que só falariam na presença de um juiz.

Os réus Elenilson Vitor da Silva, Sérgio Rosa Sales Camelo, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, Flávio Caetano de Araújo e Wemerson Marques de Souza chegaram ao Fórum de Contagem em viaturas do Comando de Operações Especiais (Cope).

Na última audiência do caso a juíza ouviu o policial civil Marcelo da Matta, da Delegacia de Homicídios de Contagem. Ele foi convocado pela própria magistrada depois de ser apontado como o homem que recebeu a primeira denúncia sobre a morte de Eliza. O informante do policial disse que ficou sabendo que uma mulher teria sido espancada até a morte no sítio do goleiro em um ônibus do time de futebol 100%, do goleiro Bruno, a caminho do Rio de Janeiro.

Também na audiência da última sexta-feira, os advogados de defesa do goleiro e dos outros oito acusados anexaram 19 requerimentos ao processo. A juíza negou todos eles e os advogados quase não fizeram perguntas ao policial como forma de protesto.

Acusação

Bruno Fernandes de Souza, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, Flávio Caetano de Araújo, Wemerson Marques de Souza, Elenilson Vitor da Silva, Sérgio Rosa Sales Camelo e Fernanda Souza foram denunciados pelo Ministério Público por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, sequestro, cárcere privado e corrupção de menores. Se condenados, a pena para os acusados pode chegar a 42 anos de prisão.

O ex-policial, Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, foi indiciado por homicídio qualificado, formação de quadrilha e ocultação de cadáver.

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