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Estado de Minas CASO BRUNO

Perito analisa evidências encontradas na casa de Bola


postado em 15/08/2010 20:44 / atualizado em 15/08/2010 21:23

O médico-legista George Sanguinetti já está em Alagoas analisando as amostras de terra e de cabelo encontrados na casa do ex- policial Marcos Aparecido dos Santos, de 47 anos, conhecido como Bola. O resultado do exame deve ser divulgado nesta quarta-feira, quando o legista, contratado pela defesa do ex-policial, denunciado pelo Ministério Publico (MP) por homicídio e ocultação de cadáver, no caso do desaparecimento de Eliza Samudio, 25, ex-amante do goleiro Bruno Fernandes, retorna a Belo Horizonte. Em Minas, Sanguinetti deve visitar o sítio do jogador, apontado pela polícia como suposto mentor da trama.

Os fios de cabelo humano encontrados numa corda na casa de Bola, em Vespasiano, na Grande BH, chamou a atenção do legista. No sábado, durante a varredura que a imprensa não teve acesso, Sanguinetti também recolheu manchas que podem ser de sangue que estava na corda. "O material, pelo que consta no inquérito, seria usado para amarrar as mãos de Eliza, se é que ela esteve no local, algo que não acredito que ocorreu. Pelas provas produzidas até agora, e as caraterísticas do lugar, é impossível afirmar que a modelo esteve na casa de Bola", afirmou o médico.

Nesta segunda-feira, o advogado de Bola, Zanone Manuel de Oliveira, deve encaminhar à Justiça pedido para que Sanguinetti tenha acesso ao sítio do jogador em Esmeraldas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. No imóvel, o legista pretende analisar as manchas de sangue encontradas pela polícia no corredor, entre o quarto de Bruno e o banheiro, e vai procurar vestígios que possam servir de provas. "A perícia informou nos autos do inquérito que as manchas, de tão pequenas, não foi possível fazer exames, mas quero me certificar disso. Também será importante que a Justiça forneça a quantidade de sangue que foi encontrado dentro da Land Rover de Bruno, onde o adolescente de 17 anos, primo do jogador, teria agredido a modelo com coronhadas”, explicou Sanguinetti.

Zanone informou que até quarta-feira vai se empenhar na formulação da defesa prévia do cliente. Oito testemunhas e quatro informante serão arrolados no processo. O advogado disse ainda que está analisando o inquérito, e que vai incluir George Sanguinetti na defesa, para que ele possa ter mais dados sobre a investigação e confrontar os dados. “O Código Penal permite isso”, afirmou.

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