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Estado de Minas

Inquérito do Caso Bruno chega ao Fórum de Contagem


postado em 30/07/2010 10:33 / atualizado em 30/07/2010 12:20

O inquérito que investiga o desaparecimento e morte de Eliza Samudio foi entregue ao Fórum de Contagem no início da manhã desta sexta-feira, de acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Civil de Minas Gerais. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) confirmou o recebimento do documento, que acumula 1,6 mil páginas.

O inquérito foi iniciado pelas delegadas Ana Maria Santos e Alessandra Wilke, da Delegacia de Homicídios de Contagem. No entanto, depois do vazamento de um vídeo gravado durante a transferência de Bruno e Luiz Henrique Ferreira Romão do Rio para Belo Horizonte, as delegadas foram afastadas do comando das investigações. O inquérito passou a ser presidido pelo delegado-chefe do Departamento de Investigações (DI), Edson Moreira.

Todos os envolvidos no sumiço e morte de Eliza foram indiciados. Bruno Fernandes, de 25 anos, Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, Flávio Caetano de Araújo, Wemerson Marques de Souza, o Coxinha, Dayanne Rodriques do Carmo Souza (esposa de Bruno), Elenilson Vitor da Silva, Sérgio Rosa Sales, o Camelo, e Fernanda Gomes de Castro (ex-namorada do goleiro) foram indiciados por sequestro e cárcere privado, homicídio, ocultação de cadáver, formação de quadrilha e corrupção de menores.

O ex-policial civil, Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, responderá por homicídio qualificado, formação de quadrilha e ocultação de cadáver. O adolescente J., de 17 anos, primo do goleiro Bruno que confessou participação no crime e provocou uma reviravolta no caso, aguarda decisão do Juizado da Infância e Juventude de Contagem, na Grande Belo Horizonte.

Ele foi denunciado por sequestro e cárcere privado e homicídio triplamente qualificado. O menor pode ser condenado a até três anos de internação, medida socioeducativa mais drástica prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A expectativa é de que nesta tarde os delegados Edson Moreira e Wagner Pinto, da Delegacia de Crimes Contra a Vida, esclareçam o encerramento do caso em entrevista coletiva.

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