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Estado de Minas BH BEATLE WEEK

Show de encerramento trouxe surpresas e já antecipa ansiedade para próxima Beatle Week

Aggeu Marques comandou a noite, com orquestra e coro em homenagem a Paul McCartney. Canções de George, Ringo e John completaram o repertório de um espetáculo que transformou o Palácio das Artes na casa dos Beatles no Brasil


postado em 02/12/2012 10:03 / atualizado em 23/04/2013 09:36

(foto: Letícia Orlandi/Esp E.M./ D.A. Press)
(foto: Letícia Orlandi/Esp E.M./ D.A. Press)

Quando um show não tem pontos baixos, torna-se uma tarefa ingrata destacar seus pontos altos. Assim, repleta de ápices, foi a apresentação que encerrou a primeira BH Beatle Week 2012. No palco do Grande Teatro do Palácio das Artes, Aggeu Marques e o grupo Yesterdays, o Grupo Voz e Cia e uma seleção de músicos das orquestras Ouro Preto, Filarmônica, Sinfônica e Sesiminas reuniram-se diante da plateia abolutamente lotada (os ingressos esgotaram-se duas semanas antes) para fechar esta que deve ser a primeira de muitas semanas dedicadas aos Beatles na capital mineira.

À frente do espetáculo que teve como principal homenageado Paul McCartney, Aggeu cantou, dançou, tocou, contou causos e foi o mestre de cerimônias da noite, chamando, em momentos estratégicos, convidados especiais e a participação da plateia. Desde a música de abertura, Goodbye, Hello, seguida por Jet, Got to Get Into My Life e Let'em in, até o encerramento improvisado, já no bis, com Hey, Jude, era possível ver a movimentação do público e a vontade de abandonar a cadeira e sair dançado.

Animada do início ao fim, a apresentação trouxe a promessa de crescimento para uma já vitoriosa Beatle Week. “Já estamos pensando em adiantar o evento do ano que vem para o mês de junho, e recebi contato de outras bandas internacionais interessadas em participar”, revelou Aggeu, responsável pela iniciativa e um dos precursores da cena Beatle belorizontina.

Considerado o melhor cover de Paul da International Beatle Week, festival que acontece todos os anos em Liverpool, Inglaterra, Aggeu lembrou que Ringo foi o único dos Fab Four a se apresentar em BH. Em um dos momentos mais descontraídos do espetáculo, ele puxou um coro de “Paul, vem falar Uai!”, referindo-se à campanha que circula nas redes sociais e tenta trazer o ex-Beatle para a capital.

Surpresas


Vladimir Magalhães, da banda mineira Hocus Pocus (já veterana também dos palcos ingleses), reforçou os vocais em Across The Universe, ao lado de Lizzie Bravo, brasileira que, ainda na adolescência, chegou a gravar backing vocals com o quarteto de Liverpool (clique aqui para entender a história).

Vladimir, que sempre surpreende os novatos com a semelhança vocal entre ele e John Lennon, abriu a série de homenagens aos outros três Beatles, que não poderiam ficar de fora do show de encerramento. O Grupo Voz e Cia, coral formado por 30 cantores, subiu ao palco na segunda metade da apresentação, que durou duas horas. A primeira música que ganhou arranjo impecável das vozes diferenciadas do grupo foi And I Love Her, seguida por The Long and Winding Road, que emocionou os espectadores.

Repertório

Diego Steinberg (1º a partir da esq.) foi ao Palácio com os amigos beatlemaníacos:
Diego Steinberg (1º a partir da esq.) foi ao Palácio com os amigos beatlemaníacos: "Que venham as próximas Beatles Weeks" (foto: Letícia Orlandi/Esp E.M./ D.A. Press)
Em Penny Lane, Yesterday e My Love, o coro da plateia ajudou a compor o clima de emoção. Aggeu incluiu outras canções que contaram com o trabalho de Paul como compositor, como For no One, Eleanor Rigby e She’s leaving home, com destaque para os violinos nesta última.  Let it be, Ebony and Ivory, Lady Madonna (essa dedicada à filha de Aggeu, Paula, de 6 anos), My Sweet Lord (em lembrança a George Harrison) e a apoteótica Live and let die formaram a perna final do show. No bis, Vladimir voltou ao palco, para a tradicionalíssima Happy Xmas (war Is Over). Como a plateia se recusava a ir embora, Aggeu improvisou ainda com Hey, Jude.

Ainda sob impacto da apresentação, o vendedor Diego Steinberg disse que não poderia ter havido melhor espetáculo para encerrar o evento. Fã do quarteto inglês e também das bandas covers mineiras, ele fez questão de assistir a vários shows da BH Beatle Week 2012, e foi ao Palácio das Artes acompanhado de um grupo de amigos claramente beatlemaíaco. “Se a Beatle Week 2012 foi assim, já fico na expectativa para o evento do ano que vem”, completou.
Como o próprio Aggeu Marques definiu, Belo Horizonte não quer ser uma nova Liverpool. Mas, quanto a ser uma referência fora do Reino Unido para os fãs, uma vez que a capital já é reconhecida como a cidade mais beatlemaníaca do Brasil, isso sim, já está “nos nossos olhos e ouvidos”, assim como Penny Lane.

Programação diversificada

O sábado de encerramento da BH Beatle Week 2012 trouxe ainda uma tarde de autógrafos com Tony Bramwell, autor do livro Magical mystery tours – minha vida com os Beatles. Amigo de infância do quarteto, Bramwell trabalhou com o grupo desde o início de sua formação. No Circuito do Rock, as bandas Revolver (MG) e Túnel do Tempo (RJ) agitaram o Jack Rock Bar; a Anthology (MG) e o Clube Big Beatles (ES) lotaram o Circus Rock Bar e a 3 of Us (MG) e Letícia Barbarella (RJ) concluíram a noite no Lord Pub.

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