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Estado de Minas

Construção onde era o World Trade Center celebra a vida


postado em 08/09/2011 14:20 / atualizado em 08/09/2011 20:53

(foto: AFP PHOTO/POOL/Susan Walsh )
(foto: AFP PHOTO/POOL/Susan Walsh )


A nova área onde ficava o World Trade Center, em Nova York, representa "uma vitória da vida", declarou seu principal arquiteto, Daniel Libeskind, às vésperas do décimo aniversário dos atentados do 11 de Setembro. O local, ainda em reconstrução, fala "da memória e do amor, é uma vitória da vida sobre os acontecimentos", declarou ele a jornalistas, explicando a filosofia de seu projeto. Libeskind, escolhido em fevereiro de 2003 para repensar o conjunto dos 6,5 hectares do sítio devastado, explicou que, enquanto imigrante, queria fazer do local, situado no sul de Manhattan, não distante da Estátua da Liberdade, um símbolo "de vida e de liberdade".

Não se tratava apenas de construir, mas "de criar uma memória, a memória das cerca de 3.000 pessoas de 90 países diferentes que vieram a falecer" nos atentados do 11 de Setembro, disse ele. De 104 andares, e ainda em construção, será, quando concluída, em 2013, a mais alta da América: 541 metros, com uma seta de 124,3 metros.

Terá 1776 pés (a unidade de medida nos Estados Unidos), correspondendo à data da declaração da independência. Libeskind insistiu nesta escolha simbólica para o arranha-céu, nascido da tragédia. "Isso tem sentido", afirmou. Durante a mesma entrevista à imprensa, o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, felicitou-se ainda mais uma vez do avanço dos trabalhos no local, e do renascimento do bairro do sul de Manhattan, onde a população dobrou em 10 anos, chegando a 56.000 pessoas. "O caminho não foi fácil", disse, "mas a vida retornou".

Domingo, por ocasião do décimo aniversário dos atentados, o memorial do 11 de Setembro, um amplo espaço paisagístico de três hectares, será inaugurado na presença do presidente Barack Obama. Dois imensos tanques de granito foram escavados, no local exato onde ficavam as torres gêmeas do WTC. Em sua volta, estão inscritos os nomes das cerca de 3.000 vítimas do 11 de Setembro e as dos primeiros atentados contra o WTC, em fevereiro de 1993.

Para atrair famílias, era importante estabelecer no bairro escolas públicas de boa reputação, como a Millennium High School, aberta em 2002, recordou Bloomberg. A tarefa é permanente e, nesta semana, será inaugurada outra escola no prédio Frank Gehry.

"Nosso objetivo era transformar o distrito financeiro, que virou uma cidade-fantasma, depois dos ataques a uma comunidade vibrante e dinâmica as 24 horas dos dia. Há, agora, mais lojas abertas ao sul de Manhattan, do que por ocasião do 10 de setembro de 2001", disse Bloomberg.

Para Helène, uma turista francesa que visita pela terceira vez a zona do World Trade Center, a área, agora, é motivo de muita admiração. "Estive aqui em 2002 e em 2005. Era um buraco horrível, tinha a impressão de que a cidade nunca se recuperaria. Agora, vejo o memorial, a outra torre já reconstruída; além disso, com a morte de Bin Laden, acho que o país tem tudo para poder virar a página", afirma.

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