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Estado de Minas CARREIRA

Mulheres ganham mais que homens em social media

Porém, mesmo ganhando mais e sendo maioria, pesquisa mostra que elas não ocupam cargos de chefia


postado em 16/01/2019 14:00 / atualizado em 16/01/2019 12:40

(foto: TheDigitalArtist/Pixabay)
(foto: TheDigitalArtist/Pixabay)

 
De acordo com a pesquisa "O profissional de inteligência em mídias sociais no Brasil" publicada em novembro de 2018 pela Vert Inteligência Digital, consultoria de mercado baseada em análise de dados coletados nas redes sociais, as mulheres são maioria no mercado de inteligência em social media, dominando 55% do setor, e mesmo assim, ainda não ocupam os cargos mais altos.

Mas já é possível ver um avanço, pois comparando todas as faixas salariais, mulheres ganham a mais que os homens em 11% dos casos. Entre as respondentes, não há mulheres que ganham mais de 20 salários mínimos ao mês na área.

O pesquisador Pedro Barreto afirma que "estamos dando um passo incrível, ainda temos o que melhorar, é claro, mas é preciso que as novas áreas se desprendam do modelo arcaico do nosso mercado".

Pesquisador Pedro Barreto afirma que as mulheres estão dando um passo incrível, mas é preciso melhorar (foto: Arquivo Pessoal)
Pesquisador Pedro Barreto afirma que as mulheres estão dando um passo incrível, mas é preciso melhorar (foto: Arquivo Pessoal)


O estudo mostra que as mulheres não apenas ganham mais ou são maioria no setor, mas também têm mais experiência. Em geral, elas detêm 10% a mais de tempo de mercado do que os homens. Isso ocorre porque as mulheres também se capacitam mais, 36% delas fizeram algum curso livre enquanto os homens representam 24%. No todo, a capacitação em mídias sociais aumentou 6% comparado ao ano de 2017.

Para Gabriela Teixeira, que atua como analista de mídias e redes sociais há cinco anos, "percebo que levamos mais tempo para sermos promovidas e, por isso, permanecemos mais em cargos menores, enquanto os homens crescem mais rápido e, consequentemente, ganham mais. Agora, é certo que as mulheres estão sempre buscando novos conhecimentos. Constantemente, penso que preciso me especializar mais e mais”.

Outro dado importante da pesquisa mostra que 30% dos profissionais respondentes têm mais de oito anos de experiência de mercado. "Isso corrobora a importância e seriedade do projeto em fornecer anualmente conteúdo estratégico para todo o mercado", finaliza Pedro Barreto.
 
Os três principais pontos da pesquisa são a questão de gênero, vínculo empregatício (PJ e CLT) e a questão das ferramentas mais utilizadas/razões de escolha e desafios frente ao cliente. Para ter acesso a pesquisa na íntegra é só clicar:


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