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Estado de Minas AGRICULTURA

Safrinha do milho pode ter quebra de até 60% em Unaí

Estiagem e praga que destroi o milho são causas para a redução da safra, que acontece entre janeiro e abril. Colheita só deve começar no mês que vem


24/06/2021 18:31 - atualizado 24/06/2021 18:35

Previsão de quebra da safrinha do milho pode chegar a 60%, segundo cooperativa agrícola de Unaí(foto: Embrapa/Divulgação)
Previsão de quebra da safrinha do milho pode chegar a 60%, segundo cooperativa agrícola de Unaí (foto: Embrapa/Divulgação)
A safrinha do milho em Unaí, no Noroeste de Minas, pode sofrer um duro baque este ano. A produção pode ser até 60% menor do que a esperada para este ano, contrariando até mesmo expectativas já negativas do setor. A seca e uma praga que afeta as plantações são as causas. O preço do produto pode aumentar para os consumidores ainda este ano. 
 
A estimativa foi feita pela Cooperativa dos Agricultores de Unaí (Coagril). O agrônomo e membro da equipe de assistência técnica da cooperativa Daniel Lima explicou à reportagem que a expectativa se tornou mais pessimista do que antes: havia a previsão de quebra de safra, mas na casa de 40%.
 
"As previsões climáticas não se confirmaram, causando queda na produtividade, especialmente para aqueles produtores que 'prolongaram' o prazo da semeadura. Se antes a perspectiva era colher uma média de 80 sacas por hectare, agora essa previsão chega a 30 sacas por hectare", conta.
 
A falta de chuvas no Noroeste foi uma das grandes questões que impactaram a produção. Por causa dessa redução, Lima alerta que o preço do milho pode aumentar para o consumidor final.

O que é a safrinha

 
A "safrinha" tem esse nome por ser realizada em um período secundário de plantio e colheita. Só ocorre nas regiões quentes, no período entre janeiro e abril, depois da safra convencional.
 
Para o período convencional, de setembro a dezembro, as perspectivas também não são exatamente animadoras.
 
Segundo a agência SAFRAS & Mercado, a área cultivada da safrinha de milho em Minas Gerais deve ocupar 870,252 mil hectares, 11,2% maior que no ano passado. Apesar do total da produção esperada ser maior que do ano passado (4,2 milhões de toneladas, contra 4,1 milhões no ano pasado), a produtividade média não deve chegar a cinco mil quilos por hectare.
 
Cigarrinhas ocupam as folhas e destroem o milho(foto: Fabiano Bastos/Embrapa/Divulgação)
Cigarrinhas ocupam as folhas e destroem o milho (foto: Fabiano Bastos/Embrapa/Divulgação)

A cigarrinha do milho

Além da seca, um velho conhecido dos produtores rurais também aumentou as perdas da safra: a cigarrinha do milho.
 
Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a cigarrinha é um pequeno inseto, que mede 4mm de comprimento. Ela se alimenta sugando a seiva das plantas de milho, e é encontrada em regiões quentes.
 
Em 2017, o Triângulo Mineiro enfrentou um surto da cigarrinha, que danificou mais de 50% da safra prevista naquele ano. 
 
Além da própria cigarrinha ser um problema, ela transmite doenças às plantas, que podem reduzir em 70% a produção de grãos da planta doente, em relação à planta sadia, em cultivar susceptível às doenças. 
 
O conselho mais comum da Embrapa é tratar as sementes com inseticidas registrados no Ministério da Agricultura para controlar a proliferação do inseto.


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