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Estado de Minas SOBE E DESCE

CeasaMinas: produtos hortifruti têm leve redução de preço em maio

Após altas seguidas, produtos in natura registram queda dos preços na CeasaMinas


01/06/2021 15:21 - atualizado 01/06/2021 16:30

O quiabo aumentou 62% no mês de maio, comparado com abril(foto: Jair Amara/EM/D.A Press)
O quiabo aumentou 62% no mês de maio, comparado com abril (foto: Jair Amara/EM/D.A Press)

Depois de altas seguidas, os preços dos produtos hortifrutigranjeiros apresentaram, em maio, uma leve queda de 2,4% em relação ao mês de abril nas Centrais de Abastecimento de Minas Gerais (CeasaMinas) . As maiores contribuições para esse resultado vieram das frutas. Uma redução de 9,7%, seguida dos ovos 3,9%, que são muito consumidos no período da quaresma.

Em alta, as hortaliças, uma diferença nos valores pagos pelo consumido de 4,1% a mais que no mês anterior.
 

O quiabo apresentou alta expressiva de 62%. É uma das hortaliças que mais sofrem com as temperaturas baixas, com difícil cultivo nessa época do ano, apesar de ser um dos alimentos preferidos na mesa dos mineiros nos dias mais frios, o que eleva a demanda.
 
A alta de preços da hortaliças é comum nesse período, um reflexo do período chuvoso do verão. Grandes volumes de chuva afetam muito a produção, que demora a se recuperar. A partir de junho, esses índices começam a ceder. Mas também não são resistentes a temperaturas muito baixas. "Se o inverno não for muito rigoroso, a situação do consumidor será um pouco melhor", explica Ricardo Fernandes Martins, coordenador de informações de mercado da Ceasa Minas.
 
O chuchu foi o grande vilão, com  alta de 57,1%, mas em termos de valores em reais, não é muito significativo, já que passou a custar R$ 0,99 o quilo, comparando que em abril era comercializado a R$ 0,63. A abóbora japonesa subiu 24,5%, de R$ 1,10 para R$ 1,37; o milho verde subiu de R$ 1,12 para R$ 1,31 (alta de 17%). A batata subiu de R$ 1,50 para R$ 1,67 (11,3%). E o tomate, que apresenta grandes variações ao longo do ano, teve o preço estabilizado entre abril e maio, subindo de R$ 1,92 para R$ 1,96 (2,1%).
 
No setor de frutas, a alta mais expressiva veio do morango, que passou de R$ 9,08 para R$ 11,75 (29,4%), devido a questões climáticas. Sua pior fase é entre abril e maio, seguido da goiaba, com alta de 7,1%, subindo de R$ 3,93  para R$ 4,21, o melão de 4,4% passando de R$ 1,80 para R$1,88, e a melancia, que sofreu um aumento de 3,8% .

Em baixa

 
A alface apresentou melhor performance de queda entre as folhosas. Era vendida a R$ 6,14, em abril, caiu para R$ 4,88 o quilo em maio, com redução de 20,5%, seguida da couve-flor, com o quilo custando R$ 2, em maio, R$ 0,10 a menos que no mês anterior, o que correspondeu a uma queda de 4,8%.
 
Já entre as leguminosas, o inhame apresentou uma queda nos preços de 18,6%. Era comercializado por R$ 1,56, e caiu para R$1,27, seguido de perto pela abobrinha italiana, que teve uma redução de 18,3%. Em abril, o quilo custava R$ 1,15 e passou a R$ 0,94. A beterraba teve o preço reduzido em 16,7% , de R$ 2,33 para R$ 1,94. A cebola, que era vendida a R$ 2,74, baixou para R$ 2,25 (10,16%) e a cenoura, fechando os produtos que apresentaram maiores quedas, foi comercializada em maio a R$ 1,24, uma baixa 7,5%, em relação a abril, quando o quilo era vendido a R$ 1,34.
 
A aproximação do inverno inibe o consumo de frutas, tornando os preços mais confortáveis para o consumidor.  O mamão formosa apresentou uma baixa de 41,3%, de R$ 2,13 para R$1,25. A fruta chegou a oscilar, chegando a um aumento de 129% no início do ano, devido a problemas com climas adversos em algumas regiões produtoras, como o Norte do Espírito Santo e o Sul da Bahia.
 
A comercialização da banana nanica apresentou queda de 16,8%, em valores reais de R$ 1,49 para R$ 1,24. As cítricas também tiveram boa redução, como a tangerina ponkan (-23,2%)  de R$ 2,20  para R$ 1,69, seguida do limão taiti (-11,4%), de R$ 1,32 para R$ 1,17, e a laranja-pera (-6.7%), baixando de R$ 1,80 para R$ 1,68.
 
Os índices apurados acima foram registrados em comercialização na Ceasa Minas, o que nem sempre reflete em valores nas prateleiras dos sacolões. O consumidor deve estar atento e tentar pesquisar ao máximo o preço dos produtos. "Há grandes diferenças entre estabelecimentos. O ideal é aproveitar as promoções e tentar comprar produtos de boa qualidade com preços mais baixos", recomenda Ricardo.
 


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