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Estado de Minas TECNOLOGIA

UFMG terá centro de inteligência artificial dedicado à área da saúde

Núcleo orçado em R$ 15 milhões no câmpus da instituição mineira vai trabalhar na prevenção e intervenção precoce para evitar doenças


05/05/2021 06:00 - atualizado 05/05/2021 07:48

Novo núcleo, em BH, contará com instituições e empresas parceiras (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)
Novo núcleo, em BH, contará com instituições e empresas parceiras (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)

Depois de ter sido reconhecida como a melhor instituição federal de ensino superior do país, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) integra, agora, seleto grupo de seis instituições que vão dispor de recuros públicos e privados para criar um centro de inteligência artificial (IA). O novo núcleo será abrigado no câmpus Pampulha, em Belo Horizonte, aliando dois dos pontos fortes da universidade: tecnologia e saúde.

O Centro de Inovação em Inteligência Artificial em Saúde (CIIA-Saúde) vai receber investimentos de R$ 15 milhões, sendo R$ 5 milhões do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e R$ 10 milhões da iniciativa privada e do governo de Minas Gerais. O apoio se estenderá por cinco anos, prazo renovável por igual período. O centro vai integrar as áreas de ciências exatas e da saúde com sede na UFMG em associação com nove instituições de ensino superior das regiões Sudeste, Sul e Norte do país.

A iniciativa contará com parceria de quatro empresas das áreas de saúde, tecnologia e educação. A equipe é constituída por 130 pesquisadores, sendo 95 bolsistas de produtividade do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Na justificativa do projeto, a UFMG destaca os objetivos principais: “o plano de pesquisa do centro é estruturado com objetivo de prever processos latentes de doenças com alta probabilidade para fazer intervenção precoce e evitar o início da doença”, afirma a instituição. O CIIA vai abordar o uso de inteligência artificial na prevenção e qualidade de vida; diagnóstico, prognóstico e rastreamento; medicina terapêutica e personalizada; sistemas de saúde e gestão; e epidemias e desastres.

A iniciativa é resultado de edital coordenado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) com participação do MCTI. A chamada pública foi encerrada em julho do ano passado. Ao todo, foram recebidas 19 propostas de todo Brasil, num processo de avaliação feito entre outubro de 2020 e março último. A seleção envolveu mais de 80 pareceres nacionais e internacionais e das coordenações da Fapesp.

As instituições selecionadas foram anunciadas ontem. As seis propostas foram aprovadas em unanimidade.  Além da UFMG, foram escolhidos os projetos da Universidade de São Paulo (USP); da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); do Senai-Senatec da Bahia; Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo(IPT); e Universidade Federal do Ceará (UFC). 
 
A reitora da UFMG, Sandra Regina Goulart Almeida, destacou que, além de envolver vários cursos da universidade, como, medicina, engenharia e ciências da computação, o projeto tem como alvo múltiplos usuários. “Muitas pessoas terão acesso e isso é muito importante. É desenvolvimento de pesquisas científicas, tecnológicas e inovações aplicadas à resolução de problemas que pode ser executada por meio da Inteligência artificial”, destacou.

O diretor-presidente do Conselho-Técnico Administrativo da Fapesp, Carlos Américo Pacheco, ressaltou a importância da IA e lembrou sua aplicação em vários setores, como serviços, saúde e políticas públicas. “É realidade dos negócios hoje no mundo todo de grandes e pequenas empresas, que têm usado e posto em prática algoritmos e tecnologias associadas a esse guarda-chuva que chamamos de inteligência artificial para agregar valor e para gerar novos negócios e novos setores da economia”, disse.
 
Ao todo, foram concedidos R$ 60 milhões para os seis centros, por período de cinco anos – os valores podem dobrar, bem como o prazo de pesquisas, dependendo da avaliação de desempenho. Apenas metade desse recurso vem dos cofres públicos. O restante é de parceria com empresas. Outro edital será publicado em breve, para apoio a mais dois centros de IA.   


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