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Estado de Minas MERCADO DE TRABALHO

Micro e pequenas indústrias começam o ano com saldo negativo de vagas

Segundo dados do Sindicato das Micro e Pequenas Indústrias, quase 50% da categoria está com menos funcionários em relação ao início do ano passado


22/02/2021 21:34 - atualizado 22/02/2021 22:09

Segundo pesquisa, quase 50% das micro e pequenas indústrias estão com menos funcionários em relação ao início do ano passado(foto: Pixabay)
Segundo pesquisa, quase 50% das micro e pequenas indústrias estão com menos funcionários em relação ao início do ano passado (foto: Pixabay)
Em 2020, o Brasil sofreu uma grande baixa em relação aos postos de trabalho formal, fechando o ano com 14,1 milhões de desempregados, o equivalente a 14,3% da população, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregos e Desempregados (Caged). A indústria, no entanto, foi o setor que mais criou empregos formais no ano passado, fechando com saldo positivo de 207.540 novas vagas. 
 

De acordo com o mesmo levantamento, divulgado pelo Ministério da Economia, foram contratados 4,1 milhões e desligados 3,9 milhões de trabalhadores da indústria em todo o país. Apesar disso, uma pesquisa mostra um cenário diferente, já que quase metade (47%) das micro e pequenas indústrias (MPI’s) começou janeiro de 2021 com menos funcionários que no mesmo período do ano passado. Uma em cada três (29%) demitiram mais de cinco funcionários.

Segundo o Indicador de Atividade da Micro e Pequena Indústria do Estado de São Paulo, o último mês com saldo positivo de vagas na categoria foi em fevereiro de 2020. Já em março, que marcou efetivamente o início do isolamento social, houve uma queda de 10 pontos no índice de contratações e demissões. Anteriormente, o mês de outubro de 2019 havia sido, historicamente, o último a registrar saldo negativo.

Apenas no mês de dezembro de 2020 foram registradas demissões em 15% das micro e pequenas indústrias. Para o presidente do Sindicato das Micro e Pequenas Indústrias do Estado de São Paulo (Simpi), Joseph Couri, este é o resultado de meses de quebra da cadeia produtiva. 

“Fatores como a falta de acesso a crédito, baixo capital de giro e os entraves no fornecimento de insumos e matéria prima influenciaram para agravar o cenário. O empresário, sem saída, reduz o quadro de funcionários, o que reflete, inclusive, no desempenho na produção. É um círculo vicioso. O governo deveria se preocupar mais com a micro e pequena indústria, que é a base da cadeia produtiva”, alerta.

Home office


A pesquisa revela ainda que a maioria (79%) das micro e pequenas indústrias já retornou à jornada de trabalho totalmente presencial. Apenas 21% ainda mantêm funcionários trabalhando de casa em razão do coronavírus. Para apenas 9% dessas, o home office abrange a maior parte do quadro de funcionários.

Sobre a pesquisa


O Indicador de Atividade da Micro e Pequena Indústria do Estado de São Paulo, realizado pelo Datafolha, a pedido do Sindicato das Micro e Pequenas Indústrias do Estado de São Paulo (Simpi), leva em consideração o universo das micro e pequena indústrias, com coleta de dados feita em janeiro de 2021.
 
*Estagiária sob supervisão do subeditor Eduardo Oliveira 


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