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Estado de Minas ECONOMIA

Vendas do varejo para o Dia das Crianças devem recuar 4,8% ante 2019, diz CNC

Brinquedos e eletroeletrônicos têm a maior queda


06/10/2020 17:32 - atualizado 06/10/2020 17:36

Brinquedos estão entre os produtos com maior queda nas vendas, em relação ao ano passado(foto: Marcos Vieira/EM/D.A Press)
Brinquedos estão entre os produtos com maior queda nas vendas, em relação ao ano passado (foto: Marcos Vieira/EM/D.A Press)
O comércio varejista deve registrar uma queda de 4,8% no volume vendido para o Dia das Crianças em relação ao mesmo período de 2019, prevê a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Se confirmada, será a primeira retração nas vendas para a data desde 2016, quando houve uma perda de 8,1% ante o ano anterior, já descontada a inflação do período.


As vendas de presentes para o Dia das Crianças - a terceira data mais importante do calendário varejista, atrás apenas do Natal e do Dia das Mães - devem movimentar R$ 6,2 bilhões neste ano. Mais da metade dessa soma ficará concentrada em São Paulo (R$ 1,77 bilhão), Minas Gerais (R$ 667,3 milhões), Rio de Janeiro (R$ 514,1 milhões) e Rio Grande do Sul (R$ 454 milhões).

 

  


As principais perdas em relação ao volume vendido no ano passado ocorrerão em brinquedos e eletroeletrônicos, totalizando R$ 1,3 bilhão em vendas, queda de 2,5% ante 2019; livrarias e papelarias, somando R$ 48,1 milhões, recuo de 9,9%; e lojas de vestuário e calçados, num total de R$ 489 milhões, um tombo de 22,1%. O único avanço esperado para a data é do ramo de hipermercados e supermercados, que deverá movimentar R$ 4,4 bilhões, uma alta de 3,2% ante o desempenho de 2019.

"O processo de resgate do nível de atividade do varejo desde o início da recessão provocada pela pandemia de covid-19 ainda não está completo em diversos segmentos do varejo, especialmente naqueles três segmentos em que as perdas são esperadas. O travamento do mercado de trabalho, com desemprego em alta, aumento da informalidade e subutilização da força de trabalho, ainda é um desafio para o setor não apenas para esta data comemorativa, mas para as demais deste ano. A queda do auxílio emergencial a partir de setembro também deverá dificultar a retomada das vendas mesmo em um cenário de inflação e juros baixos", avaliou o economista Fabio Bentes, autor do estudo da CNC, em nota oficial.

Segundo Bentes, a expectativa é que os produtos característicos da data estejam, em média, 3,4% mais caros do que no ano anterior. Dos onze bens ou serviços pesquisados, cinco devem estar mais baratos que no ano passado, entre eles os brinquedos (-7,5%) e itens de vestuário como sapato infantil (-5,8%) e tênis (-3,1%). Por outro lado, o serviço de lanches deve estar 10,2% mais caro que em 2019.


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