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Estado de Minas

VÍDEO: especialista dá dicas para economizar nas compras de alimentos

A economista Thaize Martins, da Fundação Ipead/UFMG, explica o porquê de os produtos terem encarecido tanto e ensina como reduzir o impacto da inflação no orçamento


15/09/2020 13:53 - atualizado 15/09/2020 14:17

(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)

A disparada nos preços dos alimentos tem afetado a mesa e pesado no bolso de muitos brasileiros. O preço dos alimentos foi destaque para a alta de 0,24% inflação oficial do país em agosto. No bate-papo de economia desta terça-feira (15) no canal do Portal Uai no Youtube, a economista Thaize Martins, coordenadora de Pesquisas e Desenvolvimento da Fundação Ipead, vinculada à UFMG, deu dicas de alimentos que não foram afetados pela inflação.



A alta de preços atingiu a maioria dos itens de alimentação, mas o arroz e o óleo se destacaram. Em Belo Horizonte, esses dois itens registraram em agosto alta de 2,97% e 6,18 %, respectivamente. No acumulado do ano, a elevação foi ainda mais acentuada: 23,12% e 22,80%. 

Thaize explica que um conjunto de fatores influenciaram nessa alta de preços dos alimentos. “A gente teve a pandemia, que trouxe um aumento da demanda interna e fatores climáticos interferiram nas regiões produtoras de diferentes alimentos, que tiveram safras menos produtivas. E, agora, essa valorização do dólar, aumentando as exportações e desabastecendo o mercado interno”, explicou.

A dica da especialista para quem quer economizar é pesquisar preço e tentar substituir os itens que sofreram altas mais expressivas. No caso do arroz, a opção de troca são massas, como o macarrão, e tubérculos, como a batata e a mandioca. “O que tem sido feito é um remanejo, uma reeducação para que as famílias consumam outros itens com mais intensidade”, recomendou.

ALIMENTOS QUE FICARAM MAIS BARATOS

Apesar de serem maioria na lista de compras, há alguns alimentos que registraram queda nos preços na Grande BH, segundo a pesquisa do Ipea. 

Feijão carioquinha -9,99%
Batata-inglesa -5,76%
Manteiga -1,60%
Farinha de trigo -1,86%
Café -0,94%
Açúcar cristal -1,52%

A previsão é que os alimentos continuem a encarecer, principalmente o arroz, até o ano que vem. “Provavelmente, isso só vai reajustar na próxima colheita do arroz, que é prevista para o ano que vem. Então, não deve haver queda nos preços a curto prazo”, comentou a pesquisadora da Fundação Ipead/UFMG. 


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