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Estado de Minas AUMENTO DE PREÇOS

Supermercados de BH começam a limitar compra de arroz e óleo por cliente

De acordo com a Associação Mineira de Supermercados (Amis), a prática não é ilegal e cabe ao estabelecimento decidir a quantidade vendida para cada consumidor


09/09/2020 18:31 - atualizado 10/09/2020 07:45

Supermercados de Belo Horizonte já começaram a limitar a compra de pacotes de arroz por clientes(foto: Gabriel Ronan/EM/D.A PRESS)
Supermercados de Belo Horizonte já começaram a limitar a compra de pacotes de arroz por clientes (foto: Gabriel Ronan/EM/D.A PRESS)
Alguns supermercados de Belo Horizonte já começaram a limitar a compra de pacotes de arroz e de óleo por cliente. Em alguns estabelecimentos, o consumidor pode levar no máximo cinco pacotes de 5kg do principal alimento da mesa do brasileiro. De acordo com a Associação Mineira de Supermercados (Amis), a prática não é ilegal e cabe a cada estabelecimento decidir a quantidade vendida para cada cliente.

Em pelo menos duas redes de supermercados no Bairro Buritis, Região Oeste da capital, a quantidade de arroz está limitada. Os preços variam entre R$ 22 e R$ 29. Em algumas regiões do Brasil, o cereal chega a custar R$ 42. 

No Bairro Itapuã, na Região da Pampulha, uma rede de supermercados está vendendo apenas cinco pacotes de arroz de 5kg por pessoa. O óleo também foi limitado a 10 garrafas por cliente.
Para Wildemar de Jesus, limitação na compra do produto é preocupante(foto: Gabriel Ronan/EM/D.A PRESS)
Para Wildemar de Jesus, limitação na compra do produto é preocupante (foto: Gabriel Ronan/EM/D.A PRESS)


Wildemar de Jesus, de 30 anos, vive com a mulher e sentiu o aumento dos preços no óleo. "Foi o primeiro item que minha esposa comentou. O preço quase que duplicou em relação à última compra que fizemos", afirma o empresário. 

Morador do Bairro Heliópolis, Região Norte de BH, ele analisa a limitação na compra do produto como preocupante. "Eu fico pensando naquelas pessoas que precisam mais. As famílias com 10 pessoas. Daqui a um tempo pode faltar", diz.
Gláucia Campos teme que o consumidor faça estoque como no início da pandemia(foto: Gabriel Ronan/EM/D.A PRESS)
Gláucia Campos teme que o consumidor faça estoque como no início da pandemia (foto: Gabriel Ronan/EM/D.A PRESS)


Gláucia Campos, de 54, mora no Bairro Santa Amélia, na Pampulha, e teme o desabastecimento principalmente pela postura dos clientes. "No começo da pandemia, eu vinha ao supermercado fazer compra e não encontrava arroz de boa qualidade porque as pessoas enchiam o carrinho até a tampa. Espero que isso não aconteça agora", reclama. 

De acordo com ela, os preços subiram e estão muito acima do habitual. "Se não tivesse tão alto, eu levaria três carrinhos cheios", disse a mulher que mora com o marido e um casal de filhos.
Rede de supermercado limita também a quantidade de óleo por consumidor(foto: Gabriel Ronan/EM/D.A PRESS)
Rede de supermercado limita também a quantidade de óleo por consumidor (foto: Gabriel Ronan/EM/D.A PRESS)


Ainda de acordo com a Amis, não existe uma orientação para que seja adotada qualquer medida de restrição no número de unidades por compra. “Trata-se de uma decisão particular de cada empresa”, informou por meio de assessoria. 

Opinião sem medo: Bolsonaro, inflação e falta de alimentos

Aumento nos preços

 
Na tarde desta quarta-feira (9), o presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), João Sanzovo Neto, se encontrou com o presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, não há prazo para que o preço do arroz seja reduzido para os consumidores. 

Bolsonaro vem reclamando do aumento de determinados alimentos e chegou até mesmo pedir para que os supermercadistas tenham “patriotismo” e margem de lucro “próxima de zero” em produtos essenciais. Segundo Neto, porém, “não há supermercadista cobrando preço abusivo, não temos cartel”.  
 
Em Minas Gerais, a Amis informou que vem trabalhando para encontrar uma solução que amenize a subida de preços. "A Amis e todas as demais associações supermercadistas do Brasil, junto à Associação Brasileira de Supermecados, tem dialogado com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e com fornecedores e já pediu providências à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública sobre os reajustes de preços dos itens."
 
*Estagiária sob supervisão da editora-assistente Vera Schmitz


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