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Estado de Minas Orientação

Veja dicas de gestão para bares e restaurantes durante o isolamento

Sebrae e Abrasel divulgam conjunto de cartilhas com dicas e recomendações para os empresários do setor de alimentação, do delivery à comunicação


11/08/2020 17:01 - atualizado 11/08/2020 17:26

(foto: Euler Júnior/EM/D.A Press)
(foto: Euler Júnior/EM/D.A Press)
Os empresários do setor de alimentação, bares e restaurantes, um dos mais impactados pela falta de clientes durante o isolamento social necessário para conter o coronavírus, ganharam mais um reforço de orientação para lidar com a crise. O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e  a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) divulgaram seis cartilhas com dicas sobre gestão, modelos alternativos de negócio e comunicação digital específicas para o segmento. Os documentos foram elaborados pela consultoria Galunion, que deve preparar novos enquanto durar a crise. 

 

No portal do Sebrae, os empreendedores encontram duas cartilhas sobre o sistema de entregas a domicílio, o chamado delivery. O texto recomenda que os donos de restaurantes precisam definir bem aspectos como embalagens, formas de pagamento e distribuição, a quantidade de clientes que cada produto atende e como promover o serviço. 
 
Além disso, é importante apostar no diferencial em relação aos competidores e investir na hospitalidade e medidas de higiene para atrair o consumidor. Antes mesmo de começar o processo, a consultoria aponta que é preciso fazer as contas e avaliar se vale mais a pena fechar temporariamente ou entregar, e depois testar o modelo antes de implementar. 
 
Outra cartilha disponível no portal trata de como melhorar processos de trabalho, desde o papel de cada funcionário à preparação dos alimentos, o que pode ajudar a fechar as contas em momento de crise. Em uma parte sobre produtos e receitas, o texto recomenda que o cardápio para delivery não precisa ser o completo, e sim composto pelos produtos que saem mais e garantem mais margem de lucro, normalmente as “especialidades da casa”. 
 
Outra dica é acompanhar de perto o estoque, para saber quais ingredientes são realmente necessários. Além disso, negociar com fornecedores e analisar melhor os preços também ajudam na hora de cortar gastos.
 
Na área de gestão pessoal, a consultoria indica que o caminho é conhecer e conversar com a equipe para definir as especialidades de cada um, o que torna possível remanejar funções. Isso porque, sem receber clientes, alguns funcionários podem fazer outros trabalhos, como é o caso dos garçons. 
 
Modelos alternativos de venda de alimentos também são assunto do material divulgado pelo Sebrae. Uma cartilha traz explicações e dicas de implementação de sete modalidades de consumo. Entre os mais tradicionais, estão o delivery e o sistema “para levar”. Mas o texto também dá outras opções para os donos de restaurantes, como vender alimentos prontos em um expositor, que o cliente pode pegar e consumir em outro lugar. 
 
Uma alternativa é colocar os produtos no varejo – como supermercados e empórios – ou até apostar em serviços de catering ou venda por assinatura. Por fim, o documento também apresenta uma opção que ganhou força durante o isolamento social: restaurantes que não têm salão para receber os clientes, e são 100% focados nas entregas. 

As outras duas cartilhas ensinam como aprimorar a comunicação digital do negócio e como enfrentar a retomada econômica. Na primeira, a consultoria dá dicas como: montar um calendário de postagens nas redes sociais, explorar formatos, procurar construir uma relação com o cliente e pensar na possibilidade de disponibilizar conteúdos gratuitos.
 
Na segunda, os empresários encontram discussões sobre os protocolos de reabertura, a importância da colaboração e as mudanças de hábito de consumo provocadas pela pandemia. 
 
Segundo o presidente do Sebrae, Carlos Melles, o fato do comportamento do consumidor ter mudado indica que os bares e restaurantes precisam se reinventar. “Além das adequações higiênico-sanitárias exigidas pelas autoridades de saúde, o cenário tem exigido revisão de processos, novas formas de gestão e vendas cada vez mais digitais”, analisa.
 
*Estagiário sob supervisão da editora Liliane Corrêa


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