Publicidade

Estado de Minas RENDIMENTO E EMPREGO

Renda abaixo do mínimo se destaca

Em 12 dos 26 estados, ganho per capita domiciliar não alcança piso de R$ 1.045. O maior favorece o Distrito Federal


postado em 29/02/2020 04:00



Típicos da economia informal, os vencimentos inferiores ao menor salário pago no Brasil se concentram no Nordeste e Norte do país(foto: Rodrigo Clemente/EM/D.A Press %u2013 6/2/16)
Típicos da economia informal, os vencimentos inferiores ao menor salário pago no Brasil se concentram no Nordeste e Norte do país (foto: Rodrigo Clemente/EM/D.A Press %u2013 6/2/16)




A renda domiciliar per capita mensal no Brasil foi de R$ 1.439 em 2019, em termos nominais, portanto, sem considerar a perda para a inflação, segundo cálculos com base nas informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento foi feito com dados do trimestre até janeiro último.

Entre 26 estados e o Distrito Federal, 13 estados mostraram rendimento inferior ao salário mínimo que está em vigência neste ano, de R$ 1.045. São eles: Acre, Amazonas, Roraima, Pará, Amapá, Maranhão, Piauí, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia. A renda apurada em Roraima está R$ 2 abaixo do mínimo (R$ 1.043,94 naquele estado).

Também há várias unidades da federação com renda média domiciliar per capita abaixo da média nacional, inclusive Minas Gerais, onde o ganho ficou em R$ 1.357,59. O rendimento domiciliar  é obtido pelo IBGE com base na soma dos rendimentos do trabalho e de outras fontes recebidos por cada morador no mês de referência da pesquisa. Assim, a renda per capita nos domicílios resulta da divisão dos rendimentos domiciliares, em termos nominais, ou seja, não descontada a inflação, pelo total dos moradores.

Devido à alta concentração de funcionários públicos, o que eleva o nível de renda, o Distrito Federal exibiu o mais alto rendimento domiciliar per capita em 2019, de R$ 2.685,76, sendo 1,8 vez superior à média nacional. No outro extremo, no Maranhão, o IBGE apurou a renda mais baixa, de R$ 635,59.

As rendas inferiores ao menor salário pago no Brasil, típicas dos trabalhadores com vínculos empregatícios frágeis ou à margem da economia formal, como os vendedores ambulantes, se concentram no Norte e Nordeste. Em São Paulo, a locomotiva da economia brasileira, a renda per capita nominal alcançou R$ 1.945,73 no ano passado, enquanto no Rio de Janeiro o rendimento ficou em R$ 1.881,57.





NO SUFOCO
Rendimento domiciliar per 
capita da população brasileira
                (em R$)

Média BRASIL 1.438,67

Nos maiores estados
» São Paulo 1.945,73
» Rio de Janeiro 1.881,57
» Rio Grande do Sul 1.842,98
» Santa Catarina 1.769,45
» Paraná 1.620,88
» Espírito Santo 1.476,55
» Minas Gerais 1.357,59
» Mato Grosso do Sul 1.514,31
» Goiás 1.306,31
» Bahia 912,81

Renda mais alta
» Distrito Federal 2.685,76

Renda mais baixa
» Maranhão 635,59

Abaixo do salário mínimo
13 estados

Fonte: IBGE


Trabalho insuficiente para 26 mi

A despeito da melhora gradual no mercado de trabalho, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), faltou trabalho para 26,390 milhões de pessoas no país no trimestre encerrado em janeiro, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012.

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 11,2% no trimestre encerrado em janeiro, representando 11,9 milhões de desempregados. Em igual período de 2019, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 12%. No trimestre até dezembro, a taxa foi de 11%.

Além dos desempregados, para chegar à conta das pessoas que ficaram sem trabalho o IBGE apura a chamada  taxa composta de subutilização da força de trabalho, que diminuiu de 23,8% no trimestre até outubro para 23,2% no trimestre até janeiro. O indicador inclui a taxa de desocupação, a taxa de subocupação por insuficiência de horas trabalhadas e a taxa da força de trabalho potencial, ou seja, as pessoas que não estão em busca de emprego, mas que estariam disponíveis para trabalhar. No trimestre até janeiro de 2019, a taxa de subutilização da força de trabalho estava em 24,2%.

A taxa de informalidade recuou de 41,2% no trimestre de agosto a outubro de 2019 para 40,7% no trimestre encerrado em janeiro. Ainda assim, trata-se de um nível muito alto do emprego sem registro. Por outro lado, o contingente de empregados com carteira assinada cresceu 1,5% frente ao trimestre anterior, acréscimo de 540 mil pessoas, e 2,6% frente ao mesmo período do ano anterior, acréscimo de 845 mil pessoas. O resultado reflete a maior oferta de vagas no fim de 2019, de acordo com a analista da PNAD Contínua, Adriana Beringuy. “Houve manutenção do aumento do emprego com carteira assinada no setor privado, influenciado ainda pelos resultados econômicos do final de 2019”, destaca a analista.


Publicidade