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Estado de Minas PNAD

Informalidade bate recorde

Desemprego recua para 11%, mas taxa de trabalhadores ocupados no país sem carteira assinada chega a 41,1%


postado em 15/02/2020 04:00 / atualizado em 15/02/2020 07:58


Rio – A taxa de desocupação no total do país no quarto trimestre de 2019 foi de 11%, ante 11,8% no terceiro trimestre. No quarto trimestre do ano passado, a taxa de desocupação era de 11,6%. Apesar da queda, a melhora na qualidade do emprego gerado no país ainda está concentrada em poucos locais, especialmente em São Paulo, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No ano de 2019, a taxa de informalidade alcançou recorde em 19 estados, além do Distrito Federal. Na média do Brasil, a taxa de informalidade foi de 41,1%, o equivalente a 38,4 milhões de pessoas entre os trabalhadores ocupados. Mas esse percentual subia a 62,4% no Pará. No Maranhão, 60,5% dos trabalhadores ocupados eram informais. No estado de São Paulo, a taxa de informalidade média foi de 32% no ano passado, também o patamar mais elevado da série histórica iniciada em 2016. Em Minas, a taxa chegou a 40,1%.

“O ano de 2019 é importante, porque é o terceiro ano seguido com aumento na ocupação. Mas outros indicadores mostram que a qualidade desse trabalho que está sendo gerado ainda carece de uma melhora”, ponderou Adriana Beringuy, analista da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE.

Na passagem do terceiro trimestre de 2019 para o quarto trimestre do ano, a taxa de desemprego teve um recuo estatisticamente significativo – ou seja, superou a margem de erro – em apenas nove das 27 unidades da Federação. Em São Paulo, a taxa de desemprego desceu de 12% para 11,5%, movimento semelhante ao da média nacional, que saiu de 11,8% para 11% no período.

Foram abertas 593 mil vagas com carteira assinada no setor privado em todo o país no último trimestre do ano passado, sendo mais da metade delas em São Paulo, que gerou 324 mil postos formais a mais no período. Apenas quatro estados tiveram avanço significativo na carteira assinada no último trimestre do ano: São Paulo, Rondônia, Paraíba e Sergipe. “O pico de carteira que a gente teve no final do ano não foi algo disseminado pelo país”, resumiu Adriana Beringuy. “O leve aumento da carteira no quarto trimestre não foi difundido, ficou concentrado em quatro estados.”

São Paulo abriu 473 mil vagas formais no setor privado no período de um ano. “A gente não vê nenhuma atividade se destacando. Tudo indica que foi uma soma de pequenas reações setoriais. Não foi a indústria que reagiu em São Paulo e começou a contratar com carteira na região. Não parece ser isso”, disse Adriana.

Procura


No quarto trimestre de 2019, o país ainda tinha 11,632 milhões de desempregados, sendo 2,910 milhões deles em busca de emprego há pelo menos dois anos. No trimestre anterior, esse contingente era de 3,150 milhões de desempregados em busca de uma vaga há tanto tempo. Em relação ao quarto trimestre de 2018, diminuiu em 6,5% o contingente de desempregados há pelo menos dois anos.

No quarto trimestre de 2019, outros 1,650 milhão de trabalhadores procuravam emprego há mais de um ano, mas menos de dois anos. O grosso dos desempregados no quarto trimestre, 5,210 milhões, estava em busca de uma vaga havia pelo menos um mês, mas menos de um ano. Na faixa dos que tentavam encontrar um trabalho havia menos de um mês estavam 1,861 milhão de pessoas.
 


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