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Estado de Minas CUSTO DE VIDA

País tem deflação de 0,04% em setembro

Inflação registrou queda histórica. Segundo dados do IBGE, este foi o menor índice do mês desde 1998, quando a taxa ficou em baixa de 0,22%. No acumulado do ano, IPCA apresenta alta de 2,49%


postado em 10/10/2019 04:00


Cristiane Noberto*
Anna Russi
 
 
 
 Os grupos que tiveram maior destaque em deflação no mês passado foram alimentação e bebidas (foto: Beto Magalhães/EM/D.A Press %u2013 8/4/13)
Os grupos que tiveram maior destaque em deflação no mês passado foram alimentação e bebidas (foto: Beto Magalhães/EM/D.A Press %u2013 8/4/13)
 

A inflação oficial, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), registrou queda de 0,04% em setembro. É o menor valor para o mês desde 1998, quando ficou em baixa de 0,22%. No mês de agosto de 2019, a taxa tinha apresentado alta de 0,11%. Em setembro do ano passado, o IPCA subiu 0,48%.

Os dados foram divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado do ano, o IPCA apresenta alta de 2,49%. Já nos últimos 12 meses imediatamente anteriores, o índice avançou 2,89%. Na Grande Belo Horizonte, houve deflação de 0,18%, ante aumento de 0,13% em agosto. O IPCA acumula 2,49% neste ano e 2,82% nos últimos 12 meses na capital e entorno.

Na avaliação de André Perfeito, economista-chefe da Necton Investimentos, o resultado mensal reafirma a expectativa de que o Banco Central faça novas reduções na taxa básica de juros, a Selic, para até 4,50%. “Vale notar que nos Estados Unidos, a perspectiva continua de baixa de juros e isso força a curva como um todo para baixo por aqui”, disse.

Em setembro, o índice foi puxado, principalmente, pelo grupo Alimentação, com queda de 0,43%. O grupo Artigos de residência recuou 0,76%. Os dois segmentos contribuíram negativamente para o índice do mês com -0,11 e -0,03 ponto percentual (p.p). Entre os grupos que registraram alta, o destaque ficou para Saúde e cuidados pessoais, com variação positiva de 0,58%.

A expectativa do Banco Central para a inflação de 2019, atualizada semanalmente pelo Boletim Focus, está em avanço de 3,42%. A meta para este ano, estabelecida pela autoridade monetária, é de 4,25%, com margem de 1,5 ponto percentual para baixo ou para cima.

POR REGIÕES 

Dez entre as 16 regiões que integram o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registraram deflação em setembro, informou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A maior variação ocorreu no município de Goiânia (0,41%), puxada pela alta no preço da gasolina (2,80%). Na direção oposta, o menor resultado foi o de São Luís (-0,22%), em função da queda de energia elétrica        (-6,97%). Em São Paulo, região de maior peso no IPCA, houve deflação de 0,06% em setembro.

A inflação de serviços desacelerou de 0,07% em agosto para 0,04% em setembro, dentro do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A taxa de inflação de serviços acumulada em 12 meses arrefeceu de aumento de 3,96% em agosto para 3,59% em setembro.

A inflação de bens e serviços monitorados pelo governo também desacelerou na passagem de agosto para setembro, do avanço de 0,60% para 0,12%.

A taxa de inflação de bens e serviços monitorados pelo governo acumulada em 12 meses passou de 3,74% em agosto para 2,87% em setembro.

* Estagiária sob supervisão do subeditor Vinicius Nader




Peso no bolso
Confira a variação em 
cada grupo (%)

Setembro

» Índice geral: -0,04
» Alimentação e bebidas: -0,11
» Habitação: 0
» Artigos de residência: -0,03
» Vestuário: 0,02
» Transportes: 0
» Saúde e cuidados pessoais: 0,07
» Despesas pessoais: 0,01
» Educação: 0
» Comunicação: 0

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, 
Coordenação de Índices de Preços


Salário mínimo será de R$ 1.040

O Congresso Nacional aprovou ontem o texto-base da proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2020, que seguirá para sanção do presidente da República. A proposta inclui valor do salário mínimo de R$ 1.040 no ano que vem, sem ganho acima da inflação. O aumento nominal será de 4,2% na comparação com o valor atual do mínimo (R$ 998). A variação corresponde à estimativa de variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Para os dois anos seguintes, a proposta sugere que a correção também siga apenas a variação do INPC. Aprovado na forma do substitutivo do relator, deputado Cacá Leão (PP-BA), o texto do dispositivo foi aprovado em agosto pela Comissão Mista de Orçamento (CMO).


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