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Estado de Minas CALÇADOS

Dona da Arezzo fecha acordo de licenciamento com marca americana de tênis Vans

Contrato inclui ainda a distribuição no Brasil do calçado, famoso entre pessoas mais jovens, principalmente os surfistas e skatistas


postado em 03/10/2019 06:00 / atualizado em 03/10/2019 19:13


A marca-mãe Arezzo representa atualmente apenas 54% do faturamento da companhia no Brasil (foto: Arezzo/Divulgação )
A marca-mãe Arezzo representa atualmente apenas 54% do faturamento da companhia no Brasil (foto: Arezzo/Divulgação )

São Paulo – A Arezzo&Co, líder do mercado brasileiro de calçados e bolsas femininas e dona das grifes Arezzo, Schutz, Anacapri, Alexandre Birman e Fiever, entre outras, deu um passo importante para conquistar novos consumidores. Em reunião realizada ontem, o conselho de administração da empresa aprovou a assinatura de um contrato de licenciamento e distribuição no Brasil da marca americana de tênis Vans, que nos últimos anos conquistou uma legião de fãs, principalmente entre os mais jovens, além de skatistas e surfistas.

A Arezzo também informou ter assinado um acordo para a compra de ativos da empresa americana, pelo qual se compromete a adquirir produtos em estoque e ativos fixos, além de assumir direitos e obrigações com terceiros relativos à comercialização dos produtos Vans.

Embora o acordo tenha sido assinado ontem, ele passará a vigorar apenas a partir de 1º de janeiro de 2020, com prazo de validade de cinco anos. Se determinadas metas operacionais e financeiras forem alcançadas, a parceria será ampliada por mais dois anos. O mercado gostou do anúncio da Arezzo e as ações da empresa chegaram a subir ontem 3%.

“A parceria é um passo decisivo para aprofundarmos nossa estratégia de transformação da companhia em uma plataforma de gestão de marcas”, disse Alexandre Birman, presidente da Arezzo, em comunicado. “Começamos a negociar há três meses e tivemos uma ótima conexão. A Vans viu a Arezzo como uma empresa com capacidade de gerir marcas e canais e também criar e adaptar produtos”, afirmou Rafael Sachete, diretor financeiro do grupo Arezzo.

A parceria exigirá investimentos da Arezzo. A previsão inicial é desembolsar R$ 50 milhões na compra de estoque e quatro outlets da Vans em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. Outros aportes podem ser necessários à medida em que os resultados positivos da parceria forem surgindo.

Presente em 84 países, a marca Vans vale US$ 3 bilhões, o que faz dela uma grife de calçados de sucesso planetário. Seus produtos eram vendidos no Brasil pela VF Corporation, detentora de 27 marcas – entre elas, Timberland e The North Face, que deixou de operar no país em janeiro deste ano.

Até meados dos anos 90, a Vans era uma grife restrita a surfistas e skatistas da Califórnia, nos Estados Unidos. Nascida em 1966, a marca nunca se preocupou muito em expandir sua atuação. Com o avanço da moda informal, seus tênis começaram aos poucos a invadir os escritórios, até se tornarem febre mundial.
 
 
Com o avanço da moda informal, os tênis Vans começaram a invadir os escritórios, até se tornarem febre mundial (foto: vans/Reprodução da internet )
Com o avanço da moda informal, os tênis Vans começaram a invadir os escritórios, até se tornarem febre mundial (foto: vans/Reprodução da internet )
 
Recentemente, uma pesquisa feita pela empresa de análises Piper Jaffray com 6 mil adolescentes nos Estados Unidos constatou que a moda chamada streetwear é a favorita da Geração Z. E mais: para esse público, a Vans é a marca preferida, à frente de Nike e Adidas.

Uma das boas ideias da empresa foi desenvolver produtos unissex, cobiçados tanto por homens quanto por mulheres. Com essa estratégia, os negócios não pararam de crescer. Em 2017, as vendas da marca Vans avançaram 19% no mundo. Em 2018, a performance foi melhor, com alta de 24%.

A Arezzo quer aproveitar essa onda. Nos últimos anos, a empresa tem investido em novos mercados, processo que se intensificou principalmente depois de 2013, quando Alexandre Birman assumiu o controle da companhia fundada por seu pai.

A diversificação, traduzida em negócios em todos os extratos sociais (as marcas Schultz e Alexandre Birman, por exemplo, atendem as consumidoras das classes A e B, enquanto as sandálias Anacapri focam nas pessoas de menor renda), fez com que a marca mãe Arezzo represente atualmente apenas 54% do faturamento da companhia no Brasil. Enquanto isso, a internacionalização já representa 10% das receitas totais.


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