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Estado de Minas IMÓVEIS

Banco do Brasil pode ter linha com o IPCA


postado em 24/08/2019 04:00

Rio de Janeiro – O presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, disse que o banco pode seguir a Caixa Econômica Federal e adotar também a modalidade de crédito imobiliário atrelada ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). “A ideia é você dar o máximo de liberdade possível para o cliente. A decisão do Banco Central de autorizar a nova linha foi no sentido de criar mais uma opção para a clientela, acreditando inclusive que ao fazer o empréstimo com correção de um índice de preço seria mais fácil fazer um pacote e securitizar”, disse.
 
Após o anúncio pela Caixa de uma nova linha de crédito imobiliário corrigida pelo IPCA, na última terça-feira, o BB também fez mudanças no financiamento à casa própria. A instituição anunciou novas linhas com taxas mais baixas para prazos de financiamento menores. A mudança é válida para as linhas do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e Carteira Hipotecária (CH).
 
Em nota, o banco explicou que as taxas de juros passam a considerar o prazo da operação escolhido pelo cliente, ou seja, quanto menor o prazo, menor será a taxa. A menor taxa de financiamento imobiliário no BB, destaca a instituição, passa a ser 7,99% ao ano. O BB ainda não tem ideia da demanda pelo novo produto. A instituição deverá iniciar uma campanha publicitária para divulgar a linha na próxima semana, disse o vice-presidente de Distribuição de Varejo, Carlos Motta.
 
“Ainda é cedo para avaliar qual vai ser a reação do cliente (sobre o IPCA). Alguns alegam que podem ficar temerosos. O cliente no Brasil ainda tem aquela ideia mais de ver o que cabe no orçamento e em taxas prefixadas têm uma ideia melhor”, disse Novaes em um evento palestra do presidente da Caixa, Pedro Guimarães, na Associação Comercial do Rio.

Construção reage A Confederação Nacional da Indústria (CNI) informou que o índice de nível de atividade teve alta de 0,2 ponto em julho ante junho e ficou em 48,2 pontos, enquanto o índice de número de empregados aumentou 0,1 ponto, na mesma base de comparação, e foi para 47,3 pontos. Os indicadores, captados pela Sondagem Indústria da Construção da CNI, alcançaram o maior valor em seis anos, embora continuem abaixo dos 50 pontos, o que mostra contração no emprego e na atividade. Segundo o levantamento, “a queda é cada vez menos intensa e menos disseminada no setor e os níveis de atividade e emprego melhoraram gradativamente desde o começo deste ano”.


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