Publicidade

Estado de Minas ECONOMIA

No Recife, Mourão defende reforma da Previdência


postado em 06/06/2019 12:53

O vice-presidente Hamilton Mourão usou um evento com empresários em Recife (PE) para fazer uma nova defesa da reforma da Previdência, um dos projetos prioritários do governo de Jair Bolsonaro. "Se não fizermos a reforma previdenciária, nossos filhos e netos olharão para nós e vão dizer: 'Onde vocês estavam? O que fizeram?'", disse, nesta quinta-feira, 6.

Ele argumentou que a reforma é o primeiro passo para reorganizar a economia do País. "Do jeito que está, se não tivermos a coragem de tocar as reformas que têm que ser implementadas, vamos passar o bastão para os nossos filhos e netos com o País todo desorganizado e sem capacidade de ter futuro."

Mourão ainda ressaltou que, diante da crise fiscal brasileira, a reforma é importante para garantir a aposentadoria das próximas gerações, assim como a realização de novos investimentos. "No ano passado, a cada R$ 100 que o governo arrecadou, R$ 73 foram para pagar aposentadoria. Sobraram R$ 27 para saúde, educação e o pessoal da ativa. Nossa capacidade de investimento foi praticamente para zero", calculou.

Destacando também a necessidade de ampliar a produtividade e reduzir a burocracia brasileira, Mourão foi bem recebido pelos quase 200 empresários que se juntaram a políticos pernambucanos para ouvir o vice-presidente em evento promovido pelo Lide Pernambuco no Recife.

Em pesquisa de opinião realizada na ocasião, 94% dos empresários presentes avaliaram como boa e ótima a proposta de reforma previdenciária apresentada pelo governo Bolsonaro. Por isso, Mourão focou seu apelo aos governadores do Nordeste, que, junto com parlamentares, têm tentado tirar da PEC o funcionalismo dos Estados e dos municípios.

"Os governadores têm que trazer o ônus para si. Têm que superar o desconforto e a fadiga. Se o cara foi eleito, não pode ficar pensando na próxima eleição. Tem que buscar a solução do problema da população que o elegeu", criticou Mourão, dizendo que esse movimento pode ser prejudicial para os resultados da reforma. "Vários Estados não têm caixa. É preciso um esforço fiscal. Eles não podem permanecer como uma ilha enquanto o Executivo vai se virando para produzir os recursos necessários para cumprir todas as necessidades orçamentárias", alfinetou o vice-presidente.

Mourão ainda aproveitou a ocasião para criticar os parlamentares que têm se mostrado contra a PEC. Ele disse até que é uma "baixaria" que deputados e senadores que sabem da necessidade da reforma votem contra o projeto para evitar que o presidente Jair Bolsonaro carregue essa vitória e seja reeleito em 2022.

"Não se pode pensar dessa forma", afirmou Mourão, assegurando que o governo está disposto a negociar com todos para garantir a aprovação da PEC. "Não estamos pensando nas próximas eleições. Estamos pensando nas próximas gerações. E temos a paciência necessária para negociar tudo que for necessário."


Publicidade