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Estado de Minas

Cancelamento de voos da Avianca gera muitas dúvidas nos passageiros

Informações paulatinas sobre cancelamentos deixam usuários inseguros. Situação da companhia deve piorar com a perda de mais oito aviões a partir de segunda-feira


postado em 18/04/2019 08:25

Aérea recomenda a quem comprou passagens que verifique voos suspensos (foto: Vinicius Cardoso Vieira/CB/D.A Press )
Aérea recomenda a quem comprou passagens que verifique voos suspensos (foto: Vinicius Cardoso Vieira/CB/D.A Press )

A Avianca perderá mais oito aviões a partir de segunda-feira, por ordem judicial. O que deve agravar ainda mais a situação dos passageiros que compraram bilhetes da companhia.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a empresa negociaram para que a devolução ocorra de forma escalonada e após o feriado de Páscoa, de forma a reduzir os efeitos para os viajantes.

De qualquer forma, a Anac recomenda que se fique atento aos comunicados da aérea sobre a situação dos voos. Em caso de dúvida, a agência sugere que os interessados busquem informações no site ou contatem os canais de atendimento telefônico, eletrônico ou presencial da empresa.

A advogada Valéria Santos, 49 anos, vai viajar com a família, mas não conseguiu informações sobre o voo de volta. “Eu liguei várias vezes, toda hora dava ocupado, a gente não consegue contato, então, decidi vir pessoalmente ao aeroporto para entender o que vai acontecer”.

Ela reclama da falta de certeza e de segurança que a Avianca oferece em relação ao regresso da família para Brasília. “Meus filhos têm prova, eu preciso voltar no dia em que comprei a passagem. E não nos dão soluções, falam que preciso esperar para ver se o voo vai ser cancelado ou não. Mas e se for? Somos seis pessoas, vou precisar comprar passagem em cima da hora, muito mais caro? Ou arriscar não chegar de acordo com o previsto? Tenho um filho especial, uma mãe de 87 anos, e se tivermos alguma surpresa?”, desabafou.

Caso o passageiro se sinta prejudicado ou desrespeitados, deve procurar a empresa aérea contratada para reivindicar seus direitos como consumidor. Se as tentativas de solução do problema pela empresa não apresentarem resultado, o usuário poderá registrar sua reclamação por meio da plataforma www.consumidor.gov.br. Pela ferramenta, as empresas têm a obrigação de analisar e responder as reclamações em até 10 dias.

Não tendo a sua reclamação resolvida pela empresa aérea na plataforma Consumidor.gov.br, o passageiro poderá recorrer aos órgãos do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor, que inclui os canais presenciais de atendimento do Procon e o Juizado Especial Civil, para buscar uma solução para o seu problema individual e requerer a reparação de danos porventura causados pelo transportador.

Jogo de empurra


O colombiano Luis Angel Moreno, 42, mora no Brasil para estudar, e adquiriu uma passagem para a sogra visitá-lo. A passagem foi comprada pela Avianca Colômbia e possui dois trechos, Bogotá-Guarulhos e Guarulhos-Brasília, tanto na ida quanto na volta. O segundo trecho é operado pela Avianca Brasil e foi cancelado. Ao saber do cancelamento, Luis recorreu à parte brasileira da companhia, mas foi informado de que como comprou a passagem com a Avianca Colômbia, deveria recorrer à parte colombiana, que diz nada poder fazer, pois a operação é realizada pela parte brasileira: “Eu não sei a quem recorrer. A Avianca Colômbia diz não ser sua responsabilidade, e a do Brasil diz o mesmo. Preciso de uma solução”.

Sete aeronaves que serão devolvidas são da GE Capital Aviation Services e uma é da PK AirFinance, companhia que também integra a GE Capital. A empresa já havia iniciado a devolução de 10 aviões na semana passada, o que acarretou no cancelamento de mais de 300 voos, inclusive vários durante o feriado. A lista de cancelamento dos voos é atualizada pela companhia na página da Avianca na internet.

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