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Estado de Minas

Os interesses dos fundos árabes no Brasil

Nos últimos dois anos, representantes dos fundos soberanos prospectaram aquisições no Brasil


postado em 20/11/2018 06:00 / atualizado em 20/11/2018 08:31


Arranjar encrenca com os países árabes não afeta só o agronegócio brasileiro, como tem sido debatido exaustivamente por especialistas desde que o presidente eleito Jair Bolsonaro defendeu a ideia de levar a embaixada brasileira em Israel de Telavive para Jerusalém. De fato, os exportadores podem ter prejuízos brutais, mas os estragos não ficariam restritos aos produtores de frango e carne bovina se os países árabes optassem pelo caminho da retaliação. Essas nações são donas de 40% dos recursos disponíveis de fundos soberanos no mundo. Em valores absolutos, trata-se de uma montanha de US$ 2,3 trilhões para investimentos. É muito dinheiro, mais até do que o PIB brasileiro. Nos últimos dois anos, representantes dos fundos soberanos prospectaram aquisições no Brasil, sobretudo em empresas ligadas ao agronegócio, mercado imobiliário, educação, infraestrutura e logística. Abrir mão desses investimentos poderia comprometer a retomada econômica.

Na Sky Airlines, voos para o Chile por US$ 71
A companhia aérea chilena Sky Airlines, referência no segmento baixo custo, recebeu há apenas um mês a autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para operar rotas internacionais no Brasil, mas já começa a mexer com o mercado brasileiro. A empresa anunciou voos para Santiago a partir do Rio de Janeiro, São Paulo e Florianópolis. Até aí, tudo bem. Uma pesquisa no site da companhia é que traz a surpresa: as passagens custam a partir de US$ 71.

Bitcoin atinge cotação mais baixa desde outubro de 2017

Depois de surgirem com a promessa de revolucionar o sistema financeiro, as moedas virtuais estão diante de uma encruzilhada. Ou elas se popularizam de vez – e para isso precisam do aval dos órgãos reguladores – ou correm o risco de desaparecer. Ontem, bitcoin atingiu a cotação mais baixa desde outubro de 2017, vendido a US$ 5,2 mil. Com a rentabilidade reduzida, diversos mineradores estão desligando suas máquinas, o que é uma séria ameaça para o futuro das criptomoedas.

Nespresso e Rio Tinto prometem  cápsulas de café menos poluentes

As cápsulas de café Nespresso foram um achado da Nestlé, mas também trouxeram dor de cabeça para a empresa. Feitas de uma mistura de plástico com alumínio, elas são difíceis de reciclar e, por isso, chegaram a ser proibidas em cidades como Hamburgo, na Alemanha. Agora, a Nestlé anuncia uma parceria com a mineradora anglo-australiana Rio Tinto para produzir cápsulas que as companhias garantem ser de alumínio sustentável. Resta saber se os rigorosos consumidores alemães vão acreditar na história.

RAPIDINHAS

 

Criada por Pedro Passos, fundador da Natura, a ONG Instituto Semeia pretende convencer empresários de que vale a pena investir em áreas públicas de lazer. Segundo a instituição, os parques públicos brasileiros recebem 10 milhões de visitantes por ano. Nos Estados Unidos, são 330 milhões.
 
Uma das razões para a baixa capacidade de atrair visitantes é o mau estado de conservação dos parques, em geral abandonados pelas autoridades municipais. Como o apoio da iniciativa privada, o Instituto Semeia acredita que é possível virar o jogo. Recentemente, a ONG abriu uma plataforma on-line que permite consultar a situação das áreas degradadas.  
 
O início de 2019 trará uma grande novidade para os usuários de WhatsApp: a publicidade. Segundo Chris Daniels, vice-presidente do aplicativo de mensagens, os anúncios deverão começar a ser veiculados a partir do ano que vem. Comprado pelo Facebook em 2014, o WhatsApp ainda não dá lucro.
 

A indústria automobilística está entrando em uma nova era: a dos veículos elétricos. A alemã Audi quer lançar até 2025 pelo menos 20 veículos eletrificados, e alguns deles devem ser vendidos no Brasil. A montadora apresentou no último Salão do Automóvel de São Paulo o E-tron, o primeiro modelo 100% elétrico da marca que começará a circular na Europa em 2019.

"Acho difícil a relação entre Bolsonaro e Trump resultar em um acordo de livre-comércio, mas alguns assuntos menos complexos podem avançar, como a celebração de um tratado bilateral de investimentos, o que já ajudaria os dois países"
.Gabrielle Trebat, diretora regional para a América Latina da consultoria McLarty Associates

US$ 5 bilhões

é quanto a marca Mickey Mouse fatura por ano apenas com licenciamento de produtos. O camundongo, que completa 90 anos em 2018, não para de gerar receitas para a Disney

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