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Estado de Minas

Gás de cozinha tem variação de até 52% em BH e região metropolitana

Botijão de 13 kg pode variar de R$ 59 no local com o preço mais baixo ou a R$ 90 no mais caro


postado em 19/11/2018 18:21 / atualizado em 19/11/2018 18:52

(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press )
(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press )

Pesquisa realizada pelo site Mercado Mineiro e divulgada nesta segunda-feira apontou diferença de até 52% nos preços do botijão de gás de 13 kg comercializados na Região Metropolitana de Belo Horizonte. “A pesquisa nos mostra que as variações são grandes e que o consumidor tem de ficar atento para conseguir o melhor preço”, afirma o diretor do Mercado Mineiro, Feliciano Abreu. O levantamento foi feito nos dias 13 e 14 de novembro, em 115 estabelecimentos.

De acordo com a pesquisa, o botijão de 13 kg pode ser comprado por R$ 59 ou até por R$ 90 – variação que chega a 52%. Os preços são para comercialização na portaria da distribuidora. Se a venda for com entrega no endereço do consumidor a variação fica um pouco menor, de 38%, porém, o menor valor encontrado é mais elevado quando comparado com a venda na portaria. Por exemplo, o valor mais baixo com entrega é de R$ 65 e o mais alto de R$ 90.

A pesquisa ainda verificou o preço do cilindro de 45 kg, o mais usado em estabelecimentos comerciais e condomínios. Neste caso, a compra direta na portaria mantém a mesma tendência de ser mais em conta. O menor preço encontrado foi de R$ 259,99 e o mais caro R$ 395, variação de 51%. Já para a entrega, as distribuidoras cobram no menor valor R$ 290 e R$ 395 no mais elevado, variação de 36%.

Para quem ainda não tem o vasilhame, o Mercado Mineiro também fez a consulta de preço. Nesse caso, a diferença no valor é ainda mais elevada e pode chegar a 80% no botijão de 13 kg. O custo pode ser de R$ 99,99 até R$ 180. O vasilhame do cilindro de 45 kg, pode custar de R$ 240 a R$ 380, variação de 58%.

No início deste mês a Petrobras anunciou aumento de 8,5% no preço. Mas, de acordo com Feliciano Abreu, como o mercado estado desaquecido, os comerciantes preferiram não repassar o impacto total aos consumidores, temendo agravar este quadro.

“Segundo a grande maioria dos revendedores, eles não vão poder repassar esse valor na totalidade aos consumidores, pelo menos por enquanto. O consumo está em baixa, o consumidor não tem dinheiro e, se repassarem o aumento, vão perder ainda mais cliente, já que o mercado já está baixo”, afirmou.

Antes do reajuste, o preço médio do botijão de 13 kg era de R$ 70,70 e passou para R$ 71,85, aumento de 1,63%. Isso quando buscado diretamente na distribuidora. Quando entregue o valor saltou de R$ 77,12 para R$ 78,18, aumento de 1,37%. O Cilindro de 45kg que custava, pelo preço médio R$ 321,78, subiu para R$ 324,40, aumento de 0,81% em um mês.

Para Feliciano Abreu, o momento é ruim tanto para revendedores quanto para os consumidores. “A pesquisa nos mostra que o mercado está em extrema baixa para o revendedor e, obviamente, o consumidor com cada vez mais dificuldade de comprar seu botijão de gás, principalmente, o de baixa renda que compra um ou dois botijões por mês e sabe que esses aumentos pesam muito no bolso”, afirma.

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