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Estado de Minas

Projeto que moderniza regras da telecomunicação pode seguir a votação

Propostas de autoria do deputado Daniel Vilela (MDB/GO) sobre Lei Geral de Telecomunicações (LGT) pode ser apreciada no Senado nesta semana


postado em 18/11/2018 06:00 / atualizado em 18/11/2018 08:09

Brasília – A despeito da evolução tecnológica veloz da área de infraestrutura, o setor de telecomunicações é regido por legislação que completou 21 anos em julho último. A Lei Geral de Telecomunicações (LGT), de 1997, criada para atender a privatização do Sistema Telebras, tem foco na telefonia fixa, serviço que perdeu quase 6 milhões de linhas em quatro anos e se tornou obsoleto. Hoje, a prioridade do país é universalizar o acesso à banda larga para garantir a inclusão digital da população.

Para destravar os investimentos no setor, entretanto, é preciso modernizar a LGT, o que pode ocorrer nesta semana, depois de dois anos de tentativas, se o Senado tiver quórum para votar o Projeto de Lei Complementar (PLC) 79/2016, de autoria do deputado Daniel Vilela (MDB/GO). Aprovado na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT), no dia 7, com sete votos favoráveis e três contrários, o projeto ficou aberto na última semana para receber emendas.

A comissão também aprovou requerimento do relator, senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), para que a proposta tramite em regime de urgência no plenário. O tema mais polêmico e que atrasou a votação do PLC por dois anos foi a questão dos bens reversíveis. O projeto prevê a incorporação de bens que deveriam retornar à União com a extinção das concessões. De acordo com o Tribunal de Contas da União (TCU), o valor de patrimônio a ser incorporado atingiria R$ 105 bilhões. Como as concessões vencem em 2025, o projeto altera a modalidade de outorga do serviço de telecomunicações para autorização na telefonia fixa, caso a concessionária tenha interesse.

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