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Estado de Minas

As turbulências do setor aéreo


postado em 27/09/2018 06:00 / atualizado em 27/09/2018 08:03

(foto: Arte/Soraia Piva)
(foto: Arte/Soraia Piva)

Poucos setores têm sofrido tanto com a conjuntura desfavorável quanto o aéreo. É fácil entender a encrenca que afeta os negócios das grandes companhias. Em agosto, o preço do petróleo WTI (aquele comercializado na Bolsa de Nova York e extraído principalmente na região do Golfo do México) aumentou 15% em relação ao mesmo período do ano passado. Isso impactou diretamente a estrutura de custos das empresas. Na Azul, o combustível de aviação representa 30% das despesas operacionais, e por aí se vê como a vida não está fácil para ninguém. Resultado: no primeiro semestre do ano, a companhia registrou aumento de 29% no custo de combustível, o que acabou jogando para baixo as margens operacionais no período. E, como se sabe, o Brasil mais atrapalha do que ajuda, especialmente em ano de eleição. Mesmo assim, o setor projeta algum avanço em 2018, mas ainda muito distante do tremendo potencial do país.

Década perdida nas autopeças
Em vez de ajudar, o Rota 2030, programa federal de incentivo à indústria automotiva, deve atrapalhar os pequenos fabricantes de autopeças. Segundo o Sindipeças, o sindicato do setor, a exigência de se investir em pesquisa e desenvolvimento para receber o incentivo vai beneficiar apenas as grandes empresas. “Estamos em uma década perdida”, diz o assessor executivo da presidência do Sindipeças, Gábor Deák. “Será necessário esperar até 2023 para recuperar o que foi perdido.”

Os R$ 2 trilhões da Nexxera
O grupo catarinense Nexxera alcançou neste mês a marca de R$ 2 trilhões transacionados em sua plataforma. A holding tem como clientes mais de 60% das grandes corporações brasileiras e uma penetração no mercado de médias, pequenas e microempresas que já ultrapassa 1,5 milhão de CNPJs conectados ao hub. O crescimento tem sido veloz. Em 2016, foram cerca de R$ 350 bilhões em transações realizadas pelo grupo. Em 2017, R$ 600 bilhões.

O casamento do Açu com Houston
O Porto do Açu (foto) assinou nesta semana um acordo de cooperação com o Porto de Houston, nos Estados Unidos. A parceria estimula sinergias comerciais entre o maior complexo portuário, industrial e energético da América Latina e um dos mais importantes portos americanos, número um em importações e em tonelagem de exportação. Segundo Tadeu Fraga, CEO da Porto do Açu Operações, o acordo tem como objetivo a troca de expertises e boas práticas de gestão.

‘‘Você não vai deixar de ir a um restaurante porque tem delivery. Nossa estratégia de longo prazo é ter poucas lojas, mas muito boas e atraentes para os consumidores”
Sergio Herz (foto), presidente da Livraria Cultura. Segundo ele, as vendas online já respondem por 45% dos negócios da Livraria Cultura. Ele estima que, no final de 2020, o número será entre 70% e 80%

6,7 milhões

de golpes envolvendo bancos ou cartão de crédito no ambiente mobile foram registrados entre janeiro e agosto de 2018, o que representa um recorde segundo estudo da startup Psafe. Isso dá 3,6 fraudes por minuto

RAPIDINHAS

» Os executivos Leo De Biase e Nando Cohen, nomes já reconhecidos no cenário gamer e criativo do país, se uniram para fundar a Bad Boy Leeroy (BBL), holding brasileira focada em entretenimento. A nova empresa nasce como escritório local da ESL, maior produtora de conteúdo de esportes do mundo, e da Arca, produtora de torneios e eventos.

» A indústria mundial de games não para de crescer, especialmente no Brasil. Segundo a consultoria NewZoo, o mercado de esportes eletrônicos prevê o dobro de receitas em três anos. O país ocupa a terceira posição no ranking de audiência de entusiastas, como é chamado o grupo que assiste aos conteúdos de esportes eletrônicos mais de uma vez por mês.

» Com a crise ainda à espreita, os concursos públicos têm atraído cada vez mais interessados. Um termômetro desse fenômeno são as plataformas digitais para a preparação dos candidatos. O número de novos usuários do site Qconcursos.com, o maior desse tipo no país, cresceu 70% no primeiro semestre ante o mesmo período do ano passado.

» Recentemente, a plataforma bateu recorde de acessos com a divulgação de um edital do Ministério Público da União. Ao todo, o portal reúne 7 milhões de alunos. É muito. Para efeito de comparação, 8,3 milhões de estudantes estão matriculados em todo o ensino superior brasileiro.

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