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Estado de Minas

A baixa fidelidade dos brasileiros

O cliente busca facilidade, mas na maior parte dos casos os formatos não são muito atraentes


postado em 26/09/2018 06:00 / atualizado em 26/09/2018 09:59

(foto: Arte/Soraia Piva)
(foto: Arte/Soraia Piva)

Mais da metade dos brasileiros altera o volume de compras (54%) ou troca de marcas (52%) para maximizar os pontos acumulados em programas de afinidade, como mostra estudo encomendado pela operadora de cartões de crédito Visa, realizado no Brasil e na América Latina em 2017 e divulgado agora. Apesar de ser um número elevado, está abaixo dos demais países da região. O problema, explica Lúcia Chaves, diretora de Soluções de Fidelidade da Visa, é a dificuldade na hora de resgatar os pontos. “O cliente busca facilidade, mas na maior parte dos casos os formatos não são muito atraentes”, afirma o executivo. Para ampliar sua participação nesse tipo de negócio, a companhia tem investido em modelos como o cashback, em que o usuário tem um crédito na fatura, dependendo do estabelecimento onde for feita a compra. O sistema tem obtido sucesso principalmente no Japão, na China e nos Estados Unidos e em 2018 começou a ganhar força no mercado brasileiro.

Na SKF, o segredo é vender para o consumidor final

A SKF, gigante sueca do setor de autopeças, está recuperando sua performance no Brasil graças a uma manobra ousada. Em vez de depender das vendas às montadoras e grandes distribuidores, a fábrica começou a oferecer seus produtos diretamente para o consumidor final. O site próprio, planejado pelo presidente Claudinei Reche, fez com que o ritmo de produção crescesse mais de 40% neste ano, em comparação com 2014 e 2015, o período mais difícil para a operação brasileira.

Reflexo da greve nas estradas


A indústria brasileira de móveis não vive o melhor de seus dias. A produção do setor cresceu, de acordo com o IBGE, apenas 4,5% neste ano, muito abaixo da média dos principais segmentos industriais, como bens de consumo duráveis (14,6%), bens de capital (9%), automóveis (17,7%) e eletrodomésticos (20,1%). No início do ano, projetava-se avanço de 10% em 2018. Na avaliação do presidente do Sindmóveis, Edson Pelicioli, o desempenho foi afetado pela greve dos caminhoneiros.

Itaú na ONU


A convite da ONU, o Itaú Unibanco vai apresentar hoje o projeto Itaú Mulher empreendedora para um seleto grupo em Nova York. Chamado SDGs in Brazil – The Role of the Private Sector, o encontro debate iniciativas louváveis ligadas ao desenvolvimento sustentável. O convite foi feito porque o programa, que já impactou mais de 16 mil mulheres, se tornou referência entre as iniciativas empresariais brasileiras em prol da equidade de oportunidades.

RAPIDINHAS

» A montadora japonesa Nissan, fabricante do Leaf (foto), o carro elétrico mais vendido do mundo, apresentará no Salão do Automóvel de São Paulo, em novembro, o seu plano de eletrificação da frota no país. Segundo a empresa, o caminho é irreversível e provocará grandes mudanças na indústria automotiva.

» Enquanto algumas empresas apostam na eletrificação, a alemã Siemens quer ampliar sua presença no mercado brasileiro de óleo e gás. A companhia pretende diversificar o portfólio com novas tecnologias para a exploração e produção em terra e mar (chamada de upstream), transporte de gás (midstream) e processamento de gás natural (downstream).

» O Movimento Nacional dos Catadores (MNCR), projeto social criado pela Danone no Brasil, que incentiva o empreendedorismo e a reciclagem de materiais, foi selecionado como um dos destaques do Global Compact Network, rede ligada à Organização das Nações Unidas (ONU). A iniciativa será apresentada e premiada em Nova York, no fim do ano.

» O consumo de cigarros vem caindo, mas ainda há quem invista no setor. Hoje, a japonesa Japan Tobacco International (JTI) inaugura em Santa Cruz do Sul (RS) uma fábrica com capacidade para produzir mais de 4 bilhões de cigarros por ano, com investimentos totais de R$ 80 milhões.

4%

É quanto deve crescer, por ano, o mercado de alimentação saudável no Brasil até 2021,
segundo projeções da agência Euromonitor. No mundo, o avanço anual será de 6% até 2020.

 

 

"A crise obriga
as empresas
a ter foco.
A prosperidade não"

. Jim Collins, ex-professor da Universidade de Stanford e um dos mais influentes gurus de negócios do mundo




 

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