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Estado de Minas ECONOMIA

CBIC: nenhum candidato demonstrou que vai reduzir o MCMV ou mexer no programa


postado em 20/08/2018 12:44

O presidente da Comissão da Indústria Imobiliária da CBIC, Celso Petrucci, minimizou a chance de rupturas na continuidade do Minha Casa Minha Vida (MCMV) a partir do ano que vem por conta da transição no governo federal. "Já tivemos conversa com os seis principais candidatos. Nenhum demonstrou que vai reduzir ou mexer significativamente no MCMV", afirmou.

Petrucci citou que o programa habitacional já resultou na contratação de 6 milhões de moradias no País e está consolidado como um política de Estado. "Não vejo condições de nenhum candidato ou presidente eleito não dar continuidade ao programa", sintetizou.

Por sua vez, o presidente da CBIC, José Carlos Martins, alertou para a falta de recursos do Orçamento da União para a faixa 1 do MCMV, que é destinada à população de baixa renda e que requer até 90% de subsídios dos cofres públicos. Atualmente, há cerca de 35 mil obras inacabadas no setor por falta de recursos, disse Martins. E com a indefinição do Orçamento para 2019, as contratações neste segmento estão paralisadas.

"Neste momento, não têm saído novos editais. O orçamento pra 2019 está sendo constantemente cortado. Com responsabilidade, o Ministério das Cidades tem cortado os editais, pois há risco de faltarem recursos no ano que vem. E nós temos ficado quietos, pois ninguém quer contratar sem recursos garantidos", explicou o presidente da CBIC. "Até este ano, não sabemos se a meta de contratação será cumprida na faixa 1, pois o orçamento de 2019 ainda está pronto", completou.

Lançamentos

A CBIC prevê que os lançamentos de imóveis residenciais no País deverão encerrar o ano com uma alta de 5% a 10% e uma expansão de 10% a 20% nas vendas. No acumulado dos últimos 12 meses até junho de 2018, os lançamentos totalizaram 96,0 mil unidades (crescimento de 15,6%), enquanto as vendas atingiram 113,9 mil unidades (crescimento de 24,6%). "Acreditamos que 2018 vai fechar melhor do que em 2017. Estamos conservadores, mas otimistas com o mercado imobiliário", disse Petrucci.

As projeções para o acumulado do ano indicam uma desaceleração no ritmo de crescimento em comparação com o visto no acumulado dos últimos 12 meses. Petrucci avaliou que o mercado poderia estar melhor, mas a indefinição sobre os rumos da política e da economia têm inibido ou postergado boa parte das decisões de investimentos. "Não temos uma situação melhor no mercado por conta da situação política e institucional do País. Está difícil para os empresários tomarem coragem de colocar mais ofertas de imóveis na rua", completou.

Petrucci disse ainda que o nível atual dos estoques é de equilíbrio e mostra tendência de queda, resultante de um volume de vendas superior ao de lançamentos. Esse enxugamento dos estoques poderia servir de incentivo para que a indústria de construção e incorporação imobiliária acelerasse o desenvolvimento de novos projetos, mas o baixo nível de confiança no País atrapalha um avanço mais robusto do setor, na sua avaliação. "Não falta produto, nem demanda. Falta mais confiança do empresário e crédito para mais lançamentos."

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