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Estado de Minas

MRV registra lucro de R$ 166 milhões em 2018

Os resultados têm relação com a estratégia da companhia de dividir sua atuação em diversas regiões do país


postado em 10/08/2018 06:00 / atualizado em 10/08/2018 08:00

 Maior construtora brasileira de imóveis direcionados à população de menor renda, a MRV Engenharia registrou lucro líquido de R$ 166 milhões no segundo trimestre de 2018, aumento de 17,9% em relação ao segundo trimestre do ano passado. A empresa chega ao segundo semestre com o desafio de lançar quase o dobro de imóveis em relação ao primeiro, quando alcançou 17.772 lançamentos. Para atingir a meta, terá que concluir o ano com 50 mil novos imóveis, o que demandará mais 32.228 apartamentos.

O diretor-executivo de finanças e relações com investidores da MRV, Leonardo Guimarães Corrêa, comemora o Retorno sobre Patrimônio Líquido (ROE, na sigla em inglês) do acumulado de 12 meses de 12,8%, o maior nos últimos três anos. Esse percentual é um quociente entre o lucro líquido, descontados juros e impostos, e o valor médio do patrimônio dos acionistas. “Quanto mais lucro sobre o mesmo capital, melhor o desempenho da companhia”, observa.

Os bons resultados têm relação com a estratégia da companhia de dividir sua atuação em diversas regiões do país, conseguindo ocupar de forma estratégica o mercado imobiliário. Atualmente, o principal público são famílias com renda de R$ 2 mil a 3 mil mensais, com destaque para a população do estado de São Paulo, que conta com maior adensamento.

A companhia também continuou com a estratégia de investimento em terrenos, adquirindo volume equivalente às unidades lançadas. A intenção também continua focada na aprovação das unidades em regiões que ainda têm baixa oferta de produtos e demanda reprimida. “Nossa meta são de 50 mil imóveis lançados este ano”, afirma Corrêa.

Apesar do cenário político indefinido em decorrência do período eleitoral, o diretor- executivo da MRV acredita que esse contexto não trará empecilhos para os planos de expansão da companhia. “Todos os principais candidatos reconhecem a importância do setor imobiliário para o bem-estar da população. Além disso, nosso consumidor tem uma situação objetiva para resolver (a compra do imóvel) e a perspectiva política importa menos no contexto da decisão”, reforça.

No segundo trimestre, a receita líquida da construtora foi de R$ 1,32 bilhão, aumento de 16,7% se comparado ao mesmo período de 2017. Com o crescimento da receita, a empresa atingiu um ebitda (lucro líquido antes do resultado financeiro) de R$ 248 milhões, que representa crescimento de 30% em relação ao período de abril a junho do ano passado.

A geração de caixa foi de R$ 98 milhões, 5,4% menor em relação ao segundo trimestre de 2017, quando atingiu R$ 103 milhões. A despeito da queda, de acordo com a empresa, foi feita a aquisição de participação em empreendimentos da construtora parceira Moura Dubeux, ao custo de R$ 27,2 milhões.

As vendas de imóveis no primeiro semestre pela MRV somaram R$ 3 bilhões, crescimento de 9,3% na comparação com os seis primeiros meses de 2017. A dívida líquida da companhia também cresceu e atingiu os R$ 555 milhões em junho de 2018, 38,8% maior em relação a junho de 2017, quando havia alcançado R$ 400 milhões.

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