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Estado de Minas ECONOMIA

Analistas preveem alta de juros em setembro e alta de 3% no PIB dos EUA em 2018


postado em 09/08/2018 12:01

Economistas ouvidos pelo Wall Street Journal esperam uma elevação de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) em setembro. Além disso, projetam crescimento de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos neste ano, acima da expectativa de avanço de 2,9% do mês passado, resultado que seria superior à alta de 2,4% de 2017.

Os analistas ouvidos pelo jornal esperam ainda que a taxa de desemprego recue a 3,6% em meados do próximo ano, o que seria o nível mais baixo em quase 50 anos no país. Vários economistas comentaram, porém, que a perspectiva boa para o PIB pode ser ofuscada pelas incertezas no comércio, que poderiam retardar contratações e investimentos.

Em 2019, a expectativa é de avanço de 2,4% do PIB, estável ante a consulta do mês anterior. Em 2020, de alta de 1,8%, abaixo da estimativa anterior de 2%. O índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês), por sua vez, deve ficar acima de 2% até 2020, o que deve levar o Fed a continuar a elevar gradualmente os juros, encerrando o ciclo de aperto no próximo anos com a taxa básica em cerca de 3%, afirmam.

Dos 57 economistas consultados, entre eles empresários, acadêmicos e ligados ao setor financeiro, 58% veem "riscos de baixa" nas projeções econômicas, enquanto 31% dizem existir a possibilidade de que os números se mostrem melhores do que eles preveem neste momento. A pesquisa foi realizada entre 3 e 7 de agosto.

Para 18% dos economistas ouvidos, existe o risco de uma recessão nos EUA no próximo ano. Para 29%, há a chance de que os EUA abandonem o Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta, na sigla em inglês), que reúne Canadá e México e está atualmente em renegociação a pedido do governo do presidente americano, Donald Trump. Em relação a tarifas no setor automotivo, 31% acreditam que elas podem ser impostas no país, em meio às demandas de Trump para revisar acordos comerciais com outras nações. Fonte: Dow Jones Newswires.

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