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Estado de Minas

Doença ameaça bananas

"A possível chegada do fungo letal ao país tem potencial para gerar bilhões de reais em prejuízos"


postado em 30/07/2018 06:00 / atualizado em 30/07/2018 08:58

(foto: Arte/Soraia Piva)
(foto: Arte/Soraia Piva)

Uma doença mortífera ameaça as frutas mais consumidas do mundo: as bananas (foto). Chamada de mal-do-panamá, ela é provocada por fungo, o TR4, que resiste a agentes químicos e ludibria os pesquisadores, adaptando-se a variações genéticas das bananas desenvolvidas em laboratório. Na África, o TR4 dizimou milhões de hectares de plantações. Por enquanto, ele não chegou à América Latina, a maior região bananeira do planeta, mas os cientistas garantem que isso é apenas uma questão de tempo. O Brasil é um dos quatro maiores produtores globais da fruta, com cerca de 7 milhões de toneladas anuais. Ou seja, a possível chegada do fungo letal ao país tem potencial para geral bilhões de reais em prejuízos. Em 2017, a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) incluiu o TR4 na lista de pragas quarentenárias. Para efeitos práticos, significa que portos e aeroportos devem ser monitorados para impedir a entrada de mudas contaminadas, mas a iniciativa não é garantia de que a doença será barrada.


Lei da Informática em xeque

O risco de que a Lei de Informática seja contestada por japoneses e europeus na OMC pode levar fabricantes de computadores, tablets e celulares a deixar o Brasil. É o que acredita o presidente da Bematech, Eros Jantsch. Para o executivo, muitas empresas, inclusive a dele, perderão o principal atrativo de fabricar localmente. Criada em 1991, a Lei da Informática oferece redução de até 100% do IPI para quem investe mais de 4% da receita em pesquisa e desenvolvimento.

Diageo fatura mais no Brasil

A britânica Diageo, maior empresa de destilados do mundo e dona de marcas como Smirnoff, Johnnie Walker, Ypióca e Baileys, avança mais no Brasil do que em outras partes do mundo. No último ano fiscal, encerrado em 26 deste mês, as receitas aumentaram 11% na região que engloba o mercado brasileiro e países vizinhos, resultado turbinado principalmente pela alta do consumo de uísque. No mundo, as vendas cresceram 5% no mesmo período, alcançando 12,2 bilhões de libras esterlinas.

Chinesa BYD negocia com
28 prefeituras brasileiras

A subsidiária brasileira da BYD, fabricante chinesa de carros elétricos, está negociando a venda de veículos com prefeituras de 28 grandes cidades brasileiras para o fornecimento de viaturas para as guardas municipais. Os contratos podem resultar na importação de mais de 300 carros. Na semana passada, a Prefeitura de São José dos Campos (SP) recebeu 30 automóveis 100% elétricos, no maior contrato da montadora no Brasil.

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Obviamente, todos querem ser bem-sucedidos, mas eu quero ser lembrado por ser inovador, ético e confiável e por ter feito uma grande diferença no mundo”

. Sergey Brin, cofundador do Google

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12 mil

É o número de drones (foto) cadastrados para uso profissional na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Há um ano, contavam-se pouco mais de 5 mil. A maior parte destina-se à captura de imagens, pulverização de lavouras e segurança.

RAPIDINHAS

. Os resultados piores do que o esperado revelados pelo balanço financeiro do grupo norueguês Norsk Hydro devem acelerar o acordo de compensação ambiental entre o governo do Pará e a empresa. Segundo promotores envolvidos nas tratativas, os noruegueses são duros na queda e parecem pouco dispostos a negociar.

. A Norsk Hydro foi acusada pelo governo brasileiro de poluir as águas do Rio Pará, mas a companhia nega. Desde março, ela precisou cortar pela metade a produção em sua fábrica de alumínio Alunorte, a maior do mundo, o que acabou afetando o desempenho financeiro do grupo. Com o cofre vazio, talvez a empresa ceda e assuma compromissos ambientais, como quer o Brasil.

.l A alta do dólar está tirando o sono de importadores brasileiros. Com a permanência da moeda americana acima de R$ 3,70, é sabido que os repasses serão frequentes a partir de agora. Com medo de perder clientes, o presidente e fundador da Wine.com.br, Rogério Salume, que comanda a maior loja on-line de vinhos do país, está enviando um vídeo para cada um de seus associados.

. A ideia é explicar a necessidade de reajustar os preços em até 8%. “Os clientes entendem como o cenário econômico impacta nas empresas e no nosso negócio”, diz Salume. “Já fizemos um esforço incrível para reduzir custos e deixar a empresa mais leve.”

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