Publicidade

Estado de Minas

Mulheres reduzem defasagem de salários, mas caminho ainda é longo

Pesquisa recente do Insper realizada em 330 empresas brasileiras mostrou que apenas 8% dos cargos de presidência são preenchidos por mulheres


postado em 19/07/2018 06:00 / atualizado em 19/07/2018 10:06

(foto: Arte/Soraia Piva)
(foto: Arte/Soraia Piva)

A diferença entre os salários de homens e de mulheres está diminuindo no Brasil. Segundo o Anuário do Trabalho nos Pequenos Negócios, elaborado pelo Sebrae em parceria com o Dieese, os trabalhadores ganhavam quase 20% a mais que as trabalhadoras em 2006. Uma década depois, o percentual caiu para 16,8%. As mulheres também estão empreendendo mais. Segundo Vinícius Lages, presidente em exercício do Sebrae, o percentual daquelas que trabalham explorando o seu próprio empreendimento passou, no mesmo período, de 32,6% para 33,1% do total. É um avanço, mas elas têm longo caminho a percorrer. Pesquisa recente do Insper realizada em 330 empresas brasileiras mostrou que apenas 8% dos cargos de presidência são preenchidos por mulheres. Se forem considerados todos os postos de diretoria, elas respondem por apenas um terço das vagas. Entre as companhias que têm conselho, o cenário é mais desolador: só 8% das cadeiras são ocupadas por mulheres.

O peso da burocracia no Brasil

Estudo da consultoria TMF Group, que tem operações em 84 países, concluiu que o Brasil é a segunda nação América Latina e a sétima do mundo em que as empresas enfrentam mais dificuldades para se adaptar às regras de compliance. Embora não tenha havido mudanças em grande escala nos últimos meses, os procedimentos de registro de empresas na Junta Comercial, Receita Federal e nas prefeituras aumentaram a quantidade de burocracia.
 
O milagre da multiplicação
A empresa italiana de call center Almaviva fez do Brasil o seu terceiro maior mercado no mundo, uma façanha inédita. De 2006 para 2016, o faturamento foi de R$ 3,5 milhões para R$ 1 bilhão, enquanto o número de funcionários da companhia saltou de 801 para 30 mil. No ano passado, a subsidiária brasileira obteve de sua matriz injeção de R$ 280 milhões, permitindo quitar todos os débitos com bancos locais, reforçar o caixa e avaliar oportunidades de fusões e aquisições.

2,5 trilhões de dólares
É quanto irá faturar o e-commerce global em 2018, segundo estimativas da consultoria eMarketer. Com ou sem crise, o setor cresce a um ritmo de 15% ao ano

A explosão do mercado de casamentos no exterior

Na contramão da alta do dólar, o mercado de matrimônios no exterior voltou a crescer. Entre os 800 hotéis associados ao grupo RDC, o número de reservas para casamentos aumentou 15,8% no primeiro semestre, ante o mesmo período de 2017. Em cifras, o resultado quase dobrou, passando de US$ 850 milhões para US$ 1,6 bilhão. Diante do desempenho, o diretor da RCD na América Latina, Leo Reyes, virá ao Brasil na próxima semana para fortalecer as relações com agentes de viagens e empresas do setor.

"Os governos não tomaram medidas até hoje por causa do tamanho relativamente pequeno do mercado de bitcoins e, à medida que ele for crescendo, também crescerão as ações das autoridades" - Joseph Stiglitz, Nobel de Economia

RAPIDINHAS
O movimento lançado há alguns dias pela Associação Brasileira da Produção de Obras Audiovisuais (Apro) para inibir e apurar denúncias de assédio sexual em sets de filmagem fez tanto barulho que deve ser levado para outros setores. Há iniciativas em gestação na publicidade e até no mercado financeiro.
 
Depois de largar o mercado publicitário, o empresário e apresentador Roberto Justus parte agora para novas frentes. Justus é um dos sócios da Voyager, espécie de parque de diversões focado em realidade virtual. Ele bancou 30% dos R$ 2,3 milhões investidos no negócio.
 
O Baidu, uma das maiores empresas de tecnologia da China (o Google chinês, como ficou conhecido no mundo ocidental), já tem data para deixar o Brasil. Em setembro, todos os trâmites para fechar o escritório de São Paulo estarão concluídos. A empresa precisou de quase seis meses para cumprir as burocracias exigidas para a saída.
 
A empresa alemã de genética avícola Aviagen tem planos para novos investimentos no Brasil. Nos últimos dois anos, a empresa desembolsou R$ 100 milhões na modernização de suas unidades em São Paulo e Minas Gerais. O objetivo da companhia é assumir a liderança do mercado brasileiro de matrizes (reprodutoras) de frango.

 

 

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade