Publicidade

Estado de Minas

Será o xarope para refrigerante um item essencial?


postado em 12/07/2018 06:00 / atualizado em 12/07/2018 09:36

(foto: Arte/Soraia Piva)
(foto: Arte/Soraia Piva)

A decisão do plenário do Senado favorável ao projeto que revoga o decreto do Executivo que reduzia de 20% para 4% as alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre a produção de xaropes na Amazônia, usados na fabricação de refrigerantes, deu o que falar. Isso porque o benefício tributário para multinacionais como Ambev e Coca-Cola na produção dessas bebidas, proposto por Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Omar Aziz (PSD-AM), é visto por muitos como um estímulo ao consumo de um produto que não traz benefício à saúde. O governo esperava tirar desse aumento de alíquota parte dos recursos para compensar a redução do preço do diesel. João Eloi Olenike, presidente executivo do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação), lembra que a Constituição prevê o princípio da seletividade. Segundo ele, produtos, serviços e atividades devem ter alíquotas de acordo com a sua essencialidade. “Há uma subjetividade no entendimento do que é essencial. O legislador pode achar que o xarope para fazer refrigerante é importante e que por isso deve ter uma alíquota menor”, diz. Uma caneta esferográfica, por exemplo, paga 20% de IPI.

US$ 32,5 bilhões
É o novo valor proposto pela 21st Century Fox, do bilionário Rupert Murdoch, para adquirir 61% do capital social da Sky, operadora de TV a cabo do Reino Unido

Gigante do cimento atrás do balcão
A LafargeHolcim, uma das maiores fabricantes de cimento do mundo, aposta em uma nova empresa no Brasil e América Latina: a Disensa. Trata-se de uma rede varejista de construção, que terá um conceito diferenciado para o mercado brasileiro, baseado em franquias, lojistas de bairro e consultoria para pequenos investidores. A expectativa é chegar ao final do ano com 90 lojas de um total de 350 projetadas para cinco anos.

Laboratório fará tour com médicos
O laboratório britânico Sinclair Pharma vai adotar uma estratégia inusitada para conquistar um lugar ao sol no mercado brasileiro. A empresa realizará uma espécie de tour pelo país, levando cirurgiões plásticos e dermatologistas a diversos estados brasileiros, para demonstrar, na prática, os efeitos de seus produtos, especialmente do recém-lançado Silhouette Soft, voltado ao combate ao envelhecimento da pele. A ideia é realizar 14 grandes eventos em cidades estratégicas para a companhia, como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Goiânia e Salvador, entre outras.

"Estou lutando por um campo de jogo nivelado aos nossos agricultores, vou vencer"

Donald Trump, presidente dos EUA, em sua conta no Twitter, durante viagem à Europa

Etanol ganha empurrão do Rota 2030
A assinatura do programa Rota 2030, na última semana, deixou o setor de etanol empolgado. Isso porque os incentivos previstos para pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias deverão antecipar a viabilidade econômica dos carros movidos a célula de etanol – tecnologia que poderá triplicar a autonomia dos veículos. Para Antonio Megale, presidente da Anfavea, o futuro da indústria, antes mesmo dos elétricos, é o híbrido flex. “Estamos convencidos de que essa é a melhor tecnologia para a frota brasileira, em um país rico em combustíveis vegetais e com fartura de opções energéticas.”

RAPIDINHAS
A transferência de Cristiano Ronaldo do Real Madrid para a Juventus despertou a ira sindical. Enquanto fãs procuram sua camisa na loja oficial do clube italiano, vendida por € 144,95 (ou R$ 655), os funcionários da Fiat, patrocinadora do clube, protestam contra a contratação. A Unione Sindicale di Base convocou duas paralisações, uma para domingo e outra para terça, ambas na fábrica de Melfi.

O motivo do protesto é o valor do contrato do jogador português, de R$ 450 milhões por quatro anos. Em comunicado, a entidade sindical acusou a montadora: “A Fiat deveria investir em novos modelos que consigam garantir o futuro de milhares de pessoas em vez de enriquecer apenas uma pessoa.”

A Nissan admitiu ter falsificado laudos em cinco de suas fábricas no Japão com o objetivo de divulgar a emissão de gases nocivos abaixo dos patamares reais. O mais curioso nesta história é que, mesmo que não tivesse fraudado, os veículos ainda estariam dentro de todas as especificações mundiais de poluição e consumo.
 
A Cabify, empresa espanhola de aplicativos de transporte, está na mira da americana Lyft, maior rival da Uber no Canadá e Estados Unidos. Para conquistar novos mercados, como o Brasil e países da América Latina, a empresa fará uma proposta para adquirir a concorrente nos próximos dias. Fontes do setor estimam uma oferta de US$ 3 bilhões a US$ 5 bilhões. A Cabify nega ter interesse no negócio. 

 

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade