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Estado de Minas

Comércio aposta nas eleições e na Copa América para queimar estoque verde e amarelo

Lojistas relatam boas vendas durante período em que Brasil, que perdeu a partida nas quartas de final, disputou o campeonato mundial de futebol


postado em 08/07/2018 06:00 / atualizado em 08/07/2018 08:09

Alguns produtos com as cores da bandeira do Brasil, como chinelos, serão vendidos o ano inteiro(foto: Edésio Ferreira/EM/D.A Press)
Alguns produtos com as cores da bandeira do Brasil, como chinelos, serão vendidos o ano inteiro (foto: Edésio Ferreira/EM/D.A Press)

Para quem investiu na Copa do Mundo para lucrar, a eliminação do Brasil nas quartas de final representou tristeza dupla, com o sumiço dos torcedores das lojas. Mas, antes mesmo de a Seleção aterrissar de volta em solo brasileiro, o comércio ensaia a volta por cima. Itens verde-amarelos são aposta de venda em ano de eleição. Já as camisas azuis têm como alvo torcedores do Cruzeiro. A Copa América, que ocorre no ano que vem no Brasil, também aparece como esperança para desovar o estoque, sem ser necessário esperar 2022, quando o Catar sediará o próximo Mundial.


“Poderia ter sido melhor se o Brasil tivesse vencido, mas ainda é cedo para uma avaliação maior”, comenta o dono da Gujoreba, loja de utilidades na Savassi, Região Centro-Sul de BH, Gustavo Batista. Mas ele explica que a compra do estoque já foi feita pensando na possibilidade da derrota antes da final e em menor quantidade em relação à Copa de 2014, quando o Brasil sediou o campeonato mundial de futebol.


Na manhã de sábado os produtos temáticos da Copa do Mundo ainda estavam expostos, e alguns continuarão pelo ano inteiro. “Bandeira tem procura o ano inteiro, por causa de gente que faz intercâmbio e também por causa dos protestos. Ano que vem também tem Copa América no Brasil, por isso vamos guardar muita coisa pra 2019”, explica. Outros itens, como chinelos com as cores da bandeira, já entraram em promoção para ter saída ao longo do ano.


“Vamos vender até o fim da Copa. Pra criança, ainda vende, porque muitas não entendem que o Brasil perdeu. As camisas azuis também viram do Cruzeiro, o povo nem liga que tem o símbolo da CBF. E, vira e mexe, tem estrangeiro que procura camisa do Brasil, que vende o ano inteiro”, conta a vendedora de uma banca da Feira Shop da Savassi, Edilene Mendes. O único problema são as camisas de Copas passadas, com nomes de jogadores que não fazem mais parte da Seleção. “A do Cacá ninguém quer mais. Nem sei o que vamos fazer com elas”, conta.


O comerciante Rodrigo Queiroga não tem do que reclamar. Dono de uma loja de chapéus, pela primeira vez ele vendeu camisas e artigos verde-amarelos. A estratégica teve o objetivo de melhorar as vendas num inverno que chegou menos rigoroso do que o esperado, esfriando as vendas de gorros e artigos da estação. “Os itens do Brasil venderam muito bem, deveria ter até começado antes. E o que sobrou foram camisas pequenas e sem nomes, que posso aproveitar na próxima Copa”, diz. 

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