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Estado de Minas

Cemig reduz dividendo a acionistas para equilibrar contas

O balanço foi apresentado nessa quinta-feira. Extraoficialmente a empresa prevê um lucro de R$ 1,1 bilhão para 2018


postado em 06/07/2018 06:00 / atualizado em 06/07/2018 07:48

A redução no percentual do dividendo dos lucros reservado para acionistas foi uma das medidas adotadas pela Cemig para equilibrar as contas da empresa durante anos de grave crise econômica.

Em balanço da atual administração apresentado nessa quinta-feira (5), diretores da Cemig destacaram a medida como fundamental para reduzir os custos e aumentar os investimentos no setor energético mineiro. A empresa prevê extraoficialmente para 2018 um lucro, no mínimo, igual ao do ano passado, de R$ 1,1 bilhão.

Segundo o vice-presidente da Cemig, Luiz Humberto Fernandes, nas últimas administrações da empresa a distribuição de recursos aos acionistas por meio dos dividendos era considerada prioridade. Entre 2006 e 2014, foram distribuídos R$ 25,6 bilhões em dividendos, o que representa quase a totalidade do lucro no período.

“Uma das medidas para reduzir as despesas e priorizar os investimentos foi reduzir a distribuição dos dividendos ao mínimo previsto no estatuto da empresa, que é de 50% do lucro obtido. Essa mudança permitiu aumentar a alocação de parte do lucro para investimentos em manutenção e renovação de equipamentos, com objetivo de melhorar a prestação do serviço”, explica Luiz Humberto. Em 2017, do lucro total de R$ 1,1 bilhão, foram repassados aos acionistas R$ 560 milhões.

De acordo com o vice-presidente da Cemig, escolhas feitas nas gestões passadas da empresa limitaram os recursos disponíveis no caixa da empresa, o que levou à perda das quatro usinas hidrelétricas – São Simão, Miranda, Jaguara e Volta Grande –, leiloadas para estrangeiros no fim do ano passado.

“Em um determinado momento, a empresa fez opções no passado e se descapitalizou muito. Destinou grande parte do dinheiro que recebia para o pagamento dos dividendos. E mais do que isso, foi preciso até tomar empréstimos para distribuir os dividendos. Isso comprometeu as finanças da empresa e quando foi preciso do recurso para participar dos leilões, não conseguiu”, afirma Luiz Humberto.

Dívida
Entre 2014 e 2018, a dívida da empresa se manteve em torno de R$ 15 bilhões, mas os diretores que participaram do balanço comemoraram o alongamento da dívida, o que aliviou o caixa, melhorou a avaliação de risco da empresa e permitiu a volta de investimentos.

A redução na folha de pagamento também foi apontada como um avanço para a estatal mineira, que reduziu em três anos cerca de 25% da folha de pagamento. O número de funcionários (incluindo os terceirizados) passou de 13 mil em 2015, para 9 mil em 2018.


E MAIS...
Casa e plano para a gastronomia mineira

O governador Fernando Pimentel (PT) inaugurou na manhã desta quinta-feira a Casa da Gastronomia Mineira – Espaço Mineiraria, em Belo Horizonte, e lançou o Plano Estadual de Desenvolvimento da Gastronomia.  O espaço, segundo o governo de Minas, será usado para “valorizar e fomentar” a culinária do estado. Expectativa é investir até o fim deste ano R$ 50 milhões em programas voltados para o setor. Em seu discurso, Pimentel disse que o reconhecimento de Minas pela sua culinária também deve ser usado como aspecto gastronômico. “Nós trouxemos a gastronomia para o centro de decisões do governo. Não é só uma questão folclórica, é trazer isso para dentro do governo e fazer disso uma alavanca para o desenvolvimento. Porque a gastronomia, hoje o mundo inteiro sabe disso, puxa uma enorme cadeia produtiva”, disse.

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