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Estado de Minas

Eike, quem te viu e quem te vê

E pensar que até seis anos atrás o empresário aparecia na lista da Forbes como um dos nomes mais ricos do mundo


postado em 04/07/2018 06:00 / atualizado em 04/07/2018 08:09

(foto: Arte/Soraia Piva)
(foto: Arte/Soraia Piva)


Eike Batista, fundador do Império X, bem que ensaiou, ancorado em redes sociais, uma volta para o mundo dos negócios, mas não deu. Ontem, o juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, do Rio, condenou o empresário a 30 anos de prisão por corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Também terá de pagar multa de R$ 53 milhões. E pensar que até seis anos atrás o empresário aparecia na lista da Forbes como um dos nomes mais ricos do mundo. Ironia ou não, em um dos vídeos mais recentes publicados no seu canal no Youtube, onde aparece como uma espécie de guru empresarial, o ex-bilionário fala da importância da perenidade nos negócios e oferece sua plataforma para a venda de cursos de oratória da rede de franquias Vox2You. Perenidade não é exatamente o ponto alto de sua trajetória. Das cinco principais empresas do Império X, duas delas tiveram o controle vendido e três estão em recuperação judicial.

Varejo torce para a Copa acabar
Não é só a torcida que sofre a cada apresentação do Brasil na Copa da Rússia. O Índice Cielo do Varejo Ampliado mostra que há alguns setores nervosos, só que com a falta de clientes. Na disputa entre Brasil e México, o varejo total caiu 14,3% na comparação com uma segunda-feira normal. Quem mais perdeu foram as drogarias, lojas de vestuário e móveis, eletro e lojas de departamento, com queda de 15,5%, 31,1% e 31,5% respectivamente. Já o setor de alimentos em bares e restaurante perdeu 5,7%. Isoladamente, os bares cresceram 42%. As padarias também se deram bem e apresentaram um aumento de 20,2%, assim como os supermercados, com alta de 8,5%.

Walmart e o boca a boca virtual
A exemplo dos principais concorrentes, como o GPA, o Walmart tem se esforçado para aumentar os investimentos na área digital e anunciou a criação de um portal para que os clientes possam acessar o tabloide no formato PDF com as ofertas das bandeiras Walmart, BIG, Bompreço, Mercadorama e Nacional. O objetivo é facilitar que os folhetos promocionais sejam compartilhados entre os clientes pelo celular, ou seja, propaganda de graça.

Disputa pela Nextel
A Nextel está prestes a trocar de dono no Brasil. Quatro empresas estão não páreo, mas duas estão em vantagem na disputa, segundo fontes do setor. Uma delas é a Vivo, que já teria feito uma proposta ao fundo NII Holding, dono de 70% do capital da Nextel. A outra é a Access Industries, que detém 30% da operação e estuda comprar a parte do sócio. A operadora mantém cerca de 3 milhões de assinantes no Brasil, mas tem apresentado dificuldades em expandir sua participação de mercado sem abrir mão da rentabilidade.

“Nós pedimos que o lado relevante dos EUA abandone a Guerra Fria e jogos de soma zero”

Lu Kang, porta-voz do Ministério de Relações Exteriores chinês sobre ameaça de Donald Trump à operação da China Mobile nos EUA

9,7%
É a nova estimativa de crescimento do mercado brasileiro de carros. A Fenabrave trabalhava com uma previsão de 12,8% para 2018, mas o otimismo arrefeceu e o número foi revisado para baixo

RAPIDINHAS

O mercado erótico brasileiro terá um novo conceito, com lojas que também oferecem palestras e demonstrações de produtos. O empresário português Thiago Andrada, que começou seus negócios no Brasil no setor têxtil, vai investir cerca de R$ 10 milhões em 10 lojas Innuendo. A previsão é ter faturamento inicial de R$ 4 milhões.

O grupo sul-africano Naspers está em busca de um comprador para o Buscapé, de novo. A empresa pagou US$ 342 milhões pelo portal de e-commerce, em 2009, mas o negócio não gerou o lucro estimado. A aposta, agora, é que, com um preço mais atraente, surjam interessados. O Naspers detém 91% do capital do Buscapé.

Tem gente que transforma com facilidade problemas em oportunidades. Mas o empresário Jonas Bechelli se superou. Vítima de uma dolorida unha encravada, ele criou a Doctor Feet, a maior rede de podologia do Brasil. A empresa acaba de chegar a 70 unidades em 14 estados, com faturamento de R$ 54 milhões. A meta, agora, é dobrar de tamanho, em número de lojas e faturamento, nos próximos cinco anos.

O grupo mineiro Zema, que atua no setor de petróleo, varejo, concessionárias, autopeças, consórcio e serviços financeiros, decidiu unificar suas marcas em uma só. A empresa, que deve fechar o ano com faturamento de R$ 4,9 bilhões, quer reforçar o nome da companhia e vai fortalecer suas estratégias em negócios digitais e no e-commerce.

 

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