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Estado de Minas

Estrangeiros retiram R$ 9,947 bi da B3 no 1º semestre, pior resultado desde 2008


postado em 03/07/2018 23:36

São Paulo, 03 - Diante da falta de clareza no quadro político doméstico, combinado ao maior aperto monetário iniciado nos Estados Unidos, a Bovespa registrou no primeiro semestre de 2018 a retirada de R$ 9,947 bilhões por parte dos investidores estrangeiros. Este é o segundo maior volume de retiradas registrado pela B3 desde 2004, quando os dados começaram a ser compilados.

Na última sexta-feira, 29, entretanto, os investidores estrangeiros ingressaram com R$ 438,620 milhões na B3. Naquele dia, o Ibovespa fechou em alta de 1,39%, aos 72.762,51 pontos.

Em comparativos semestrais o resultado só perde para o período de julho a dezembro de 2008, quando os estrangeiros retiraram R$ 17,972 bilhões da B3. Na ocasião, a crise do subprime nos Estados Unidos culminou com a quebra do Lehman Brothers em setembro daquele ano.

Junho

No mês de junho, o volume de retiradas somou R$ 5,935 bilhões, resultado de compras de R$ 136,318 bilhões e vendas de R$ 142,254 bilhões. Apesar de expressivo, o volume está longe do recorde histórico informado em maio, de R$ 8,4 bilhões.

Para a equipe de análise da Guide Investimentos, essa tendência deve prevalecer até final de agosto, visto que o cenário para emergentes segue desfavorável.

Segundo a corretora, de um lado temos a expectativa de alta nos juros americanos e do Banco Central Europeu (BCE), que também deve começar a seguir o movimento de aperto monetário mais forte nos próximos meses. Outra questão destacada por analistas é o quadro de incertezas no disputa eleitoral.

Lucas Claro, analista da Ativa Investimentos, concorda que a tendência de retiradas deve continuar, principalmente até a definição do quadro eleitoral. Segundo ele, o clima de guerra comercial entre China e Estados Unidos, aliado a valorização do dólar, contribui para a busca por proteção em mercados mais garantidos como os títulos do Tesouro dos EUA. "Dependendo que como fluir isso esse movimento pode continuar ou não."

(Fabiana Holtz)

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