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Estado de Minas

Abiquim: exportações somam US$ 862 milhões em maio, pior resultado desde 2008


postado em 21/06/2018 19:36

São Paulo, 21 - As exportações de produtos químicos somaram US$ 862 milhões em maio, o pior resultado mensal desde a crise econômico-financeira internacional de 2008, informou nesta quinta-feira, 20, a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim). Já as importações totalizaram US$ 3,5 bilhões no mês, maior valor desde setembro de 2017.

Segundo a Abiquim, de janeiro a maio de 2018, o Brasil importou US$ 15,6 bilhões e exportou US$ 5,4 bilhões em produtos químicos, o que resultou em um déficit de US$ 10,2 bilhões no período. Na comparação com os mesmos meses do ano passado, as importações cresceram 11,8%, enquanto houve retração de 2% das exportações.

A associação informa ainda que nos últimos doze meses (junho de 2017 a maio de 2018), o déficit da balança comercial de produtos químicos chega a US$ 25,2 bilhões, um avanço de 7,7% ante o déficit total de 2017, de US$ 23,4 bilhões.

Em nota a entidade ressalta que as perspectivas até o final do ano e para os próximos exercício são bastante 'desencorajadoras' no contexto da redução da alíquota do Reintegra de 2% para ínfimos 0,1% e da revogação do Regime Especial da Indústria Química (REIQ), por meio da Medida Provisória 836, de 30 de maio de 2018. "A medida poderá gerar o fechamento de unidades, postos de trabalho e causar perdas que poderão chegar a R$ 3 bilhões até 2021", estima a Abiquim.

"Se considerada a situação de fragilidade do mercado interno e a necessidade imperiosa de exportação, a redução do Reintegra - definido pelo Governo como um benefício, quando, na verdade, é um mecanismo de ressarcimento tributário - não faz o menor sentido. Essa decisão coloca em risco a frágil retomada do crescimento econômico brasileiro e especialmente os empregos de qualidade gerados pelas empresas exportadoras de produtos de alto valor agregado e de elevado nível tecnológico, como é o caso da química", destaca o presidente-executivo da Abiquim, Fernando Figueiredo na nota.

(Beth Moreira)

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