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Estado de Minas

A presença da internet no Brasil e na América Latina

Em números absolutos de pessoas conectadas, o mercado brasileiro de internet é 10 vezes maior do que o equatoriano


postado em 12/06/2018 06:00 / atualizado em 12/06/2018 08:05

(foto: Arte/Soraia Piva)
(foto: Arte/Soraia Piva)

Um dos novos indicadores para determinar o grau de desenvolvimento de um país é a taxa de penetração da internet. Nesse quesito, o Brasil tem espaço para avançar. Segundo dados do portal Statista, 65,9% dos brasileiros têm algum tipo de acesso à rede mundial, o que coloca o país em quarto lugar no ranking da América Latina. Está atrás de Equador (81% de taxa de penetração), Argentina (78,6%) e Chile (77%) e à frente de México (65,3%), Venezuela (60%) e Colômbia (58,1%). A vantagem do Brasil é o tamanho do país. Em números absolutos de pessoas conectadas, o mercado brasileiro de internet é 10 vezes maior do que o equatoriano e quatro vezes superior ao argentino, o que explica o fato de o Brasil atrair mais negócios do setor do que qualquer outra nação do continente. Em termos globais, a internet ainda é um produto desconhecido para quase metade da população do planeta, chegando a 54,4% dos habitantes. Há uma década, o número não alcançava 30%.

Por que a Ikea não quis aber do Brasil
Estudo encomendado pela sueca Ikea foi uma das razões para a desistência da empresa sueca de entrar no mercado brasileiro. A fabricante de móveis comparou custos logísticos e fiscais na América do Sul e concluiu que o Brasil tem um dos ambientes menos amigáveis aos negócios. Daí a opção por Colômbia, Chile e Peru, que receberão pelo menos nove lojas da marca em um período de 10 anos. A primeira delas será inaugurada em Santiago, em 2020.

Sorridents vai diversificar negócios
A empresária Carla Sarni, dona da maior rede de franquias de consultórios odontológicos do país, a Sorridents, vai diversificar seus negócios com uma nova especialidade clínica: a oftalmologia. Sarni, que mora em Orlando, na Flórida, começará a coordenar essa área com clínicas franqueadas, nos mesmos moldes de sua rede odontológica. A primeira unidade será na capital paulista, mas o objetivo é pulverizar a atuação para todas as regiões do país.  

Turbulência na Via Varejo
A Via Varejo, dona da Casas Bahia e Ponto Frio (foto), desligou na semana passada quatro diretores e dois vice-presidentes. Segundo uma fonte da empresa, as demissões foram motivadas pelo vazamento de informações sobre supostas negociações de venda do grupo para um fundo internacional. Curiosamente, a tempestade desabou sobre a Via Varejo na mesma semana em que o concorrente Walmart vendeu 80% de sua operação no Brasil para o fundo de private equity Advent. A Via Varejo não comentou a informação.

RAPIDINHAS

l A rede de franquias Casa do Construtor, especializada em ferramentas e equipamentos para manutenções, acredita que o caminho para o crescimento está no aumento dos investimentos dos atuais franqueados. Segundo Erica Vacchi, diretora de expansão da empresa, cerca de 40% da rede é formada por multifranqueados.

l “Os empresários que já possuem unidades pulam muitas etapas de aprendizado, maturação e estruturação do negócio”, afirma a executiva. “As redes que crescem através de multifranqueados geralmente são mais saudáveis, porque uma loja tende a fortalecer a outra.” Em 2018, o grupo prevê a inauguração de 15 endereços com esse modelo de negócio.

l A multinacional espanhola Indra, empresa global de consultoria e tecnologia, está apostando no crescimento dos bancos digitais. A empresa vai lançar nesta semana um novo serviço no Brasil, que terá como a base a aproximação das instituições virtuais com os clientes.

l É impressionante a indiferença do brasileiro com a Seleção. “A vitória do Brasil contra a Áustria no domingo foi menos comentada no Twitter do que os jogos do Campeonato Brasileiro”, diz Eduardo Tancinsky, consultor especializado em marcas. “Parece que as pessoas não estão nem aí para Tite e companhia. Isso é péssimo para o mercado.”

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