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Estado de Minas

As razões para a alta do dólar

Quando os entrevistados foram perguntados a respeito da expectativa para os próximos seis meses, o clima é de otimismo


postado em 11/06/2018 06:00 / atualizado em 11/06/2018 09:18

(foto: Arte/Soraia Piva)
(foto: Arte/Soraia Piva)

Nos últimos dias, o Banco Central tem atuado para conter a alta do dólar, mas ainda assim a moeda americana teima em subir. Segundo o economista Alexandre Schwartsman, ex-diretor do Banco Central, isso acontece por um motivo simples: o valor não dispara porque faltam dólares no mercado interno. O preço atual, diz ele, é resultado da combinação de três fatores. Fator um: o aumento do rendimento dos títulos públicos dos Estados Unidos atrai investidores que usam dólares nas transações. Como há mais demanda por dólar, a cotação sobe globalmente. Fator dois: o descontrole fiscal brasileiro, que assusta e afasta investidores. Fator três, certamente o mais imponderável: o quadro eleitoral brasileiro. Até agora, os candidatos dos extremos são os que apresentam melhor desempenho nas pesquisas eleitorais, e não está claro se eles estão comprometidos com as reformas fundamentais para conter os gastos públicos. Incertezas trazem preocupação, e o mercado reage sempre reage mal nessas situações. 

 

R$ 5 bilhões

é quanto o setor de turismo receberá em financiamentos públicos e privados nos próximos cinco anos, de acordo com a meta definida pelo Plano Nacional de Turismo 2018-2022. O projeto, fruto de acordo entre instituições de fomento e o MTur, prevê a geração de 9 milhões de empregos diretos e diretos no mesmo período

 

Os desafios da Huawei no Brasil

A chinesa Huawei, que decidiu voltar a vender celulares no Brasil em parceria com a curitibana Positivo, não terá vida fácil para reconstruir sua reputação no mercado nacional. A imagem da marca no site Reclame Aqui, a principal plataforma de avaliação dos consumidores no país, é “ruim”. Nos últimos 12 meses, os clientes da fabricante chinesa atribuem nota 3,5, numa escala que vai de zero a 10. A concorrência com gigantes como Samsung e Apple também será pesada.
 
Caloi agora vai de bikes elétricas

 
O empresário Bruno Caloi Júnior, bisneto do fundador da fabricante de bicicletas Caloi, marca icônica nos anos 70 e 80 e que foi vendida para o grupo canadense Dorel Industries em 2013, não desistiu do ramo que fez a fortuna da família. Sua nova empreitada é a Tito Bikes, empresa que produz bicicletas com motor e bateria. Trata-se de um mercado em ascensão. Projeções mostram que o segmento deverá responder por 15% das vendas totais em um período de 10 anos.
 
Novas aquisições no setor de TI

Nesta segunda-feira, um grande negócio do setor de TI deverá ser concretizado. A empresa de sistema de gestão online Conta Azul, do empresário Vinicius Roveda, fechará a compra da plataforma contábil Wabbi Software, com sede em São Paulo e uma carteira de 1,3 mil clientes. O valor da transação é mantido em sigilo. A aquisição acontecerá após aporte de mais de R$ 100 milhões que a Conta Azul recebeu do fundo Tiger Global Management.

 

RAPIDINHAS

 

l  A aprovação da redução de emissões de carbono pela matriz de combustíveis do país em 10,1% até o fim de 2028, assinada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), trouxe preocupação para algumas gigantes do setor de caminhões.
 
l  O receio é que a nova política crie desafios para o desenvolvimento de motores adaptados a diesel com maior mistura de óleos vegetais. A resolução prevê que o setor de combustíveis terá de cumprir metas individuais de redução de emissões a partir de 2019 a serem determinadas pela Agência Nacional de Petróleo (ANP).
 
l  O grupo catarinense de tecnologia Nexxera, responsável por 2,5 bilhões de transações digitais no ano passado, está diversificando as operações. A mais recente aposta, que teve investimento de R$ 12 milhões, é o segmento de produção de pesquisas baseadas em big data.
 
l  A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) emitiu na sexta-feira a primeira licença para um drone voar a altitudes superiores a 120 metros no Brasil. O aparelho é fabricado pela brasileira XMobots e será utilizado em mapeamento geológico e pulverização agrícola. Com a autorização, a Anac abre caminho para que outras empresas invistam em drones de uso profissional. 

 

"Nós não estávamos no negócio de dados. Nós nunca estivemos no mercado de dados"

Tim Cook, presidente da Apple, refutando a acusação de que a empresa da maçã recebeu do Facebook informações pessoais dos usuários

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