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Estado de Minas

Reoneração da folha revolta setor médico

Segundo a Azul, a greve causou prejuízos de R$ 50 milhões


postado em 05/06/2018 06:00 / atualizado em 05/06/2018 08:40

(foto: Arte/Soraia Piva)
(foto: Arte/Soraia Piva)

A decisão do presidente Michel Temer de sancionar a reoneração da folha de pagamento de diversos setores da economia, entre eles o de equipamentos médicos, despertou a ira dos representantes das categorias atingidas. “Isso é fruto de um governo sem planejamento e sem entendimento da realidade”, diz Franco Pallamolla, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios (Abimo). Segundo ele, cerca de 60% do faturamento da indústria são gerados pelas vendas às Santas Casas e Hospitais Filantrópicos, o que significa que o aumento vai acabar afetando o próprio orçamento do Estado. De acordo com a Receita Federal, a reoneração de nove setores – o de equipamentos médicos incluído – irá assegurar uma arrecadação adicional de R$ 830 milhões em 2018. A política de desoneração foi lançada por Dilma Rousseff em 2011 com o pretexto de estimular a geração de empregos no país.

 

 

"Neste exato momento o mundo das criptomoedas está em uma bolha. Eu não acho que haja muitas pessoas que negariam isso”

.Jimmy Wales,
fundador do Wikipedia. O curioso é que, apesar das restrições de seu criador, o Wikipedia aceita doações em Bitcoins

Chineses preocupados com os efeitos da greve

 

Os chineses da HNA Group, donos de 23,7% do capital da Azul Linhas Aéreas, estão preocupados com os efeitos da greve dos caminhoneiros na companhia. Em reunião com os principais executivos na sede do grupo, na cidade de Haikou, o chairman Wang Jian disse que recomendará à empresa brasileira que sejam criados mecanismos para evitar que novas paralisações prejudiquem o desempenho financeiro da operação. Segundo a Azul, a greve causou prejuízos de R$ 50 milhões.

 

27,2%


foi quanto cresceram os resgates dos planos de previdência em abril ante igual período do ano passado. Segundo especialistas, a queda da taxa Selic e a lenta recuperação econômica motivaram a retirada.

 

Mudança de IPI de refrigerantes provoca forte reação

 

O governo Temer receberá artilharia pesada de setores que se sentiram prejudicados pelo rearranjo tributário provocado pela greve dos caminhoneiros. Uma das medidas, a mudança da alíquota do IPI de concentrados de refrigerantes produzidos na Zona Franca de Manaus, provocou forte reação. “A mudança brusca do regime tributário de compensações fiscais ameaça os investimentos e mesmo a operação de diversas indústrias”, afirma Alexandre Jobim, presidente da Abir, a associação do setor.

Fintechs ignoram crise e aceleram no Brasil

A retomada é lenta, mas não para alguns setores. Impulsionadas pelo desejo de mudança dos consumidores, as fintechs avançam rapidamente no Brasil. A Nexoos, plataforma especializada em empréstimos, recebeu quase 3 mil novos investidores entre janeiro e março deste ano, um crescimento de 270%. “Vamos trabalhar para alcançar o marco de mais de R$ 100 milhões financiados ainda neste ano”, afirma Daniel Gomes, CEO da Nexoos.

 

RAPIDINHAS

Afetada pelo avanço dos aplicativos de compartilhamento de hospedagens como Airbnb, a rede hoteleira francesa Accor, dona das bandeiras Ibis e Mercure, tentará se posicionar como uma companhia aberta à diversidade. A ideia é transmitir a mensagem de que está sintonizada com os novos tempos.

 

A companhia lançou campanhas em redes sociais para disseminar seu compromisso com a tolerância. “Oferecer saídas na luta contra o preconceito é um exercício diário da empresa e fortalecer esta luta com os parceiros que tenham o mesmo compromisso só reforça o nosso objetivo”, diz Antonietta Varlese, vice-presidente da AccorHotels.


Agora é para valer. Depois de especulações que duram dois anos, o presidente da Uber, Dara Khosrowshahi, disse em entrevista ao canal CNBC que a empresa abrirá o capital no segundo semestre do ano que vem. Segundo ele, a decisão é irrevogável e necessária para a Uber angariar recursos que serão destinados a novos investimentos.

A eletrificação dos veículos é um caminho sem volta. Segundo estudo da empresa de pesquisas Bloomberg New Energy Finance, até 2025 eles representarão 28% dos carros e 84% dos ônibus em circulação no mundo. As montadoras que desprezarem o fenômeno estarão condenadas ao desaparecimento.

 

 

 

 

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