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Estado de Minas

Marca de calçados Arezzo abre loja nos EUA

Empresa abre loja na icônica Avenida Madison, em Nova York, e contrata Wayne Kulkin, executivo norte-americano com larga experiência no varejo, para cuidar da operação


postado em 17/05/2018 12:00 / atualizado em 17/05/2018 08:01

O CEO Alexandre Birman diz que a empresa construiu uma rede de distribuição própria no mercado americano(foto: RENATA MELO/Divulgacao)
O CEO Alexandre Birman diz que a empresa construiu uma rede de distribuição própria no mercado americano (foto: RENATA MELO/Divulgacao)

São Paulo – Para aumentar a sua aposta no mercado americano, a Arezzo&Co recrutou um veterano da indústria que possui um olhar aguçado para produtos vencedores e amplas conexões no setor. Trata-se de Wayne Kulkin, que a partir de agora irá comandar a operação da Arezzo nos Estados Unidos.

Kulkin tem mais de duas décadas de experiência no mercado de calçados americano. Por 17 anos, comandou a Stuart Weitzman, uma marca de calçados de luxo com produtos que rodam a casa dos US$ 300 a US$ 500 e conhecida por seus modelos icônicos. A Stuart Weitzman foi vendida para a Coach em 2015.

No ano seguinte, Wayne deixou a marca para empreender – e obteve enorme sucesso. Fundou a StreetTrend, uma marca de tênis de luxo com tiragens limitadas de até 500 pares e maior rotatividade de coleções. Com o novo cargo na Arezzo, ficará apenas como presidente do conselho da StreetTrend. “O Wayne é o que se chama no mercado de ‘merchant’. Ele é multitarefas, mas tem como principal característica fazer produtos se tornarem ícones”, disse Alexandre Birman ao Estado de Minas.

O conselho da Arezzo está em Nova York para o lançamento da primeira loja própria da marca Alexandre Birman no país. Ela ficará na icônica Madison Avenue. Até então, a marca vendia somente em lojas multimarcas de luxo do país, como a Bergdorf Goodman. Nesta quinta-feira, a companhia inaugura uma “pop-up store” da Schutz, outra marca do grupo, no Soho.

Wayne também traz expertise num assunto crítico para a expansão da Arezzo nos Estados Unidos: o relacionamento com as lojas de departamento, o principal canal de vendas dos produtos. “Ele tem uma visão logística e uma história de relacionamento com essas lojas”, disse Birman.

A Arezzo está no mercado americano há cinco anos. De lá para cá, construiu uma rede de distribuição própria e um relacionamento com grandes lojas de departamento, como a Nordstrom e a Bloomingdale’s, e ergueu duas lojas próprias da Schutz, na Madison Avenue e em Beverly Hills.

A contratação de Wayne vem um ano depois de a Arezzo começar a estruturar o comando a operação americana com a contratação de Alex Michail, um executivo de 43 anos com passagens por empresas de moda, como a Hunter Boots. Alex se reportará a Wayne.

Seguindo a abordagem gradualista de construção de marca e rede, Birman disse que a chegada de Wayne não representa uma mudança na estratégia de expansão via lojas próprias. Para este ano, estão previstas mais duas lojas na Flórida: uma da Alexandre Birman e outra da Schutz. Ainda não há planos de levar as outras marcas da companhia – Arezzo, Anacapri, Fiever e a recém-lançada Owme – para os Estados Unidos.

O novo executivo terá como uma de duas principais missões incrementar as vendas no ecommerce. Nos Estados Unidos, cerca de 30% das vendas de sapatos acima de US$ 100 são feitas online. A Schutz já tem uma operação on-line nos Estados Unidos, e a Alexandre Birman está lançando seu ecommerce agora. Ao todo, o mercado americano de calçados femininos movimenta US$ 53 bilhões por ano.

O mercado internacional ainda representa apenas 9% do faturamento de R$ 1,7 bilhão do grupo Arezzo&Co. Para a Europa, os planos são incipientes. A companhia deve lançar neste ano um showroom em Milão e vai começar a construir sua rede própria de distribuição. Por enquanto, as vendas devem acontecer apenas via multimarcas.

A marca Arezzo está presente em 2.245 pontos multimarcas pelo mundo e exporta para 68 países. De acordo com os mais recentes dados disponíveis, quase 10% do faturamento anual de R$ 1,3 bilhão do grupo vem de vendas do exterior. Com novos investimentos como os que estão sendo realizados nos Estados Unidos, a participação deve aumentar no futuro próximo.



Bom começo

Dona das marcas Arezzo, Schutz, Ana Capri, Alexandre Birman, Fiever e Owne, a Arezzo & Co registrou no primeiro trimestre de 2018 um lucro líquido de R$ 27,1 milhões, alta de 22,3% sobre o mesmo período de 2017. A receita líquida avançou 11,1%, para R$ 330,2 milhões. Também nos três primeiros meses do ano, o grupo abriu sete lojas, encerrando o trimestre com 625 unidades, entre franquias e lojas próprias.

 

 


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