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Estado de Minas

MERCADO S/A - Guerra comercial trará US$ 2,7 bi para o campo brasileiro

Após longo período de dificuldade, a indústria de suco de laranja voltou a nutrir bons resultados no Brasil


postado em 16/04/2018 14:00 / atualizado em 16/04/2018 14:34



Guerra comercial trará US$ 2,7 bi  para o campo brasileiro
O banco holandês Rabobank está concluindo um estudo que fará sorrir boa parte dos empresários do agronegócio brasileiro. O britânico Stefan Vogel, chefe de pesquisa de commodities agrícolas, sediado em Londres, calcula que a guerra comercial entre Estados Unidos e China injetará US$ 2,7 bilhões no campo brasileiro.

Isso porque os chineses comprarão mais do Brasil e de países da América Latina para compensar a redução da soja (foto) americana. Por outro lado, os Estados Unidos perderão US$ 3,3 bilhões apenas na exportação do grão. Essa não é a única notícia positiva.

Depois de um longo período de dificuldades, a indústria de suco de laranja voltou a nutrir bons resultados no Brasil. Segundo a associação CitrusBR, baseada nos indicadores da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), as exportações brasileiras do produto dispararam 29% entre os meses de julho de 2017 e março de 2018.

Em cifras, passaram de US$ 1,1bilhão para US$ 1,5 bilhão, um avanço de 30%.

A vez das foodtechs
Depois das fintechs, as startups da área financeira, e das agrotechs, voltadas para o setor agropecuário, chegou a vez das foodtechs, empresas iniciantes que se dedicam a pesquisar inovações na área de alimentação.

Já há no Brasil projetos em andamento que têm um foco comum: desenvolver comida de qualidade. O mercado é tão promissor que gigantes como a BRF e Kraft Heinz lançaram programas para se conectar a essas empresas.

Netshoes entra em campo
Depois de fechar parceria com Allianz Parque (foto), a arena do Palmeiras, a Netshoes avalia ampliar as negociações com outros times brasileiros para colocar no ar lojas online de produtos esportivos.

O acordo com o Palmeiras é inédito no país e o transforma no primeiro estádio do Brasil com e-commerce. Administrada pela Netshoes, a loja virtual oferece apenas produtos do time alviverde e equipes internacionais.

OLX investirá R$ 200 milhões em 2018
A crise econômica fez bem para algumas empresas. A OLX, plataforma de compra e venda de usados, alcançou em 2017 seu primeiro resultado positivo no Brasil, com aumento de 50% das receitas.

O caixa reforçado levará a empresa a investir R$ 200 milhões no desenvolvimento de sistemas tecnológicos em 2018, um recorde desde que chegou ao Brasil, em 2010. A OLX gera tráfego mensal de 50 milhões de usuários e registra meio milhão de anúncios por dia.

RAPIDINHAS

l  A Universidade de São Paulo está convencida de que a energia solar é a saída para a segurança elétrica brasileira. A instituição está pleiteando mais investimentos em pesquisas nessa área e na expansão de seu próprio sistema de geração fotovoltaica.

l  A USP opera quatro subsistemas que convertem a luz do sol em energia elétrica, dentro do campus do Instituto de Energia e Ambiente.

Os sistemas se integram à rede de eletricidade da instituição, representando 1% de sua demanda anual. A iniciativa, implementada pelo coordenador Roberto Zilles, é um laboratório para que a USP se torne referência em eficiência energética.

l  As novas regras do processo eleitoral brasileiro abriram frentes de negócios. Autorizada pelo TSE para desenvolver um projeto para o pleito, a Kickante, maior plataforma de crowdfunding (financiamento coletivo) da América Latina, lançará no mês que vem um sistema que tornará mais transparente as doações para os candidatos.

l  Uma das ideias é um botão dentro do site do candidato que encaminha o interessado em contribuir financeiramente com a campanha para a plataforma da Kickante. Outra possibilidade é a criação de uma página própria da Kickante para a campanha eleitoral. Com iniciativas como essas, o TSE acha que será mais fácil rastrear possíveis ilegalidades.

3 de cada 10 contratos de compra de imóveis novos no Brasil são cancelados. Os distratos, que não possuem regulamentação no país, geram perdas bilionárias e ameaçam a retomada do setor imobiliário

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