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Estado de Minas

Analistas reduzem previsão de déficit primário para R$ 149,186 bi, mostra Prisma


postado em 15/02/2018 12:12

Brasília, 15 - Os analistas de mercado ouvidos pelo Ministério da Fazenda continuam prevendo que o governo entregará um déficit primário neste ano menor que a meta fiscal negativa de R$ 159 bilhões. De acordo com o boletim Prisma Fiscal de fevereiro, divulgado nesta quinta-feira, 15, pela Secretaria de Política Econômica (SPE) da pasta, a mediana das previsões passou de um rombo de R$ 153,944 bilhões para um déficit de R$ 149,186 bilhões.

Já para 2019, os analistas projetaram um déficit de R$ 119 bilhões, mantendo certa folga para a meta, que é de R$ 139 bilhões no negativo. No boletim de janeiro, as previsões indicavam o saldo negativo de R$ 120,960 bilhões para o próximo ano.

O Prisma deste mês revisou para cima as previsões do mercado para a arrecadação das receitas federais em 2018, com a estimativa passando de R$ 1,446 trilhão para R$ 1,450 trilhão. Para 2019 a projeção para a arrecadação também subiu, de R$ 1,556 trilhão para R$ 1,563 trilhão.

A estimativa para a receita líquida do Governo Central neste ano passou de R$ 1,217 trilhão para R$ 1,220 trilhão, enquanto para o próximo ano aumentou de R$ 1,311 trilhão para R$ 1,316 trilhão.

Pelo lado do gasto, a projeção de despesas totais do Governo Central este ano caiu de R$ 1,367 trilhão para R$ 1,364 trilhão. Para 2019, a estimativa diminuiu de R$ 1,425 trilhão para R$ 1,422 trilhão.

A mediana das projeções dos analistas do Prisma para a Dívida Bruta do Governo Geral ao fim de 2018 passou de 76,00% do PIB para 75,50% do PIB. Para 2019, a estimativa que estava em 79,39% do PIB em janeiro caiu para 77,20% do PIB no relatório desta quinta.

Curto Prazo

O Prisma também atualizou as projeções fiscais para este e os próximos dois meses. Para fevereiro, a estimativa de déficit primário passou de R$ 21,320 bilhões para R$ 21,346 bilhões. Para março, a previsão de saldo negativo piorou de R$ 9,215 bilhões para R$ 9,867 bilhões. Para abril, a projeção de rombo primário passou de R$ 11,064 bilhões para R$ 9,882 bilhões.

(Eduardo Rodrigues)

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