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Estado de Minas

Começa a reunião de Análise de Mercado do Copom


postado em 06/02/2018 10:48

Brasília, 06 - Começou às 10h09 a reunião de Análise de Mercado do Comitê de Política Monetária (Copom). Na tarde desta terça-feira, 6, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, e os diretores da instituição ainda participam da reunião de Análise de Conjuntura, também no âmbito do Copom.

Na quarta-feira, eles têm mais uma rodada de discussões antes de decidir sobre o novo patamar da Selic (a taxa básica de juros), atualmente em 7,00% ao ano. De um total de 72 instituições consultadas pelo Projeções Broadcast, 69 esperam corte de 0,25 ponto porcentual da Selic, para 6,75% ao ano. Uma casa projeta corte de 0,50 ponto porcentual, para 6,50% ao ano, e duas instituições esperam pela manutenção em 7,00% ao ano.

Se um corte da Selic for confirmado, esta será a 11ª vez consecutiva em que o Banco Central reduz a taxa básica, após intervalo de quatro anos. O patamar de 6,75% ao ano - o mais provável, na visão do mercado - será o menor desde que a Selic foi criada, em 1996.

A decisão de quarta do Copom levará em conta os dados mais recentes de atividade e inflação. Em janeiro, o Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br) indicou crescimento de 0,49% em novembro ante outubro, na série com ajuste sazonal.

Já o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou na semana passada que a produção industrial avançou 2,8% em dezembro ante novembro. Por sua vez, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor - 15 (IPCA-15) de janeiro subiu 0,39%.

Em sua decisão sobre a Selic, o colegiado vai considerar ainda, como o BC informou em suas comunicações mais recentes, as estimativas sobre a extensão do ciclo monetário atual e os riscos para o cenário básico - entre eles, o andamento das reformas fiscais no Congresso.

No encontro anterior do Copom, em dezembro, o colegiado aplicou um corte de 0,50 ponto porcentual na Selic, para 7,00% ao ano. Ao mesmo tempo, sinalizou a possibilidade de reduzir a Selic em mais 0,25 ponto porcentual em fevereiro.

Esta sinalização foi reforçada pelo Relatório Trimestral de Inflação (RTI), também divulgado em dezembro. Em janeiro, em entrevista ao Broadcast (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado), o presidente do BC, Ilan Goldfajn, afirmou que a mensagem de política monetária de dezembro continuava válida.

No Relatório de Mercado Focus, divulgado na segunda-feira, os economistas do mercado financeiro projetaram um IPCA - o índice oficial de inflação - de 3,94% em 2018, dentro da meta perseguida pelo BC para o ano (4,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual).

(Fabrício de Castro)

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