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Estado de Minas

MERCADO S/A - Odebrecht, o combate à corrupção e o exemplo da Alemanha

Exageros à parte, é provável que a Lava-Jato tenha efeito purificador para a maioria das corporações envolvidas


postado em 06/02/2018 13:00 / atualizado em 06/02/2018 16:36



Um relatório da Transparência Internacional concluiu que a Odebrecht cumpriu 100% das metas anticorrupção estabelecidas para 2017. “A empresa vive um estado de neurose permanente”, diz um executivo da construtora. “Agora você não consegue comprar papel para impressoras sem preencher um relatório e dar satisfação para todo mundo.” Exageros à parte, é provável que a Lava-Jato tenha efeito purificador para a maioria das corporações envolvidas.

No caso da Odebrecht, mais de 70 colaboradores fizeram delação premiada, e agora há enorme pressão para que os crimes não se repitam. “É como se cada executivo, ou qualquer funcionário, estivesse de olho no colega ao lado”, diz o diretor. Na Alemanha, um dos países menos corruptos do mundo segundo a Transparência, ocorreu algo parecido.

O escândalo de corrupção que envolveu a Siemens, em 2006, levou a empresa a adotar medidas radicais, como a abertura de uma vaga no Conselho de Administração para um profissional fiscalizar a adoção de regras limpas.

Montadora chinesa BYD planeja carros elétricos no Brasil
O sinal verde do governo brasileiro para os veículos elétricos e híbridos, que tiveram o IPI reduzido de 25% para 7%, animou a montadora chinesa BYD. A empresa, que também produz baterias e equipamentos solares e eólicos, está no Brasil desde 2015, quando inaugurou sua primeira fábrica de montagem de ônibus elétricos, em Campinas (SP).

Em 2017, abriu uma segunda fábrica, também em Campinas, mas para a produção de painéis fotovoltaicos. Agora, com um ambiente favorável aos carros elétricos, a matriz tem planos de lançar seus produtos por aqui.

"O PT há tempos está sem discurso preciso. Em seus documentos originários, enfatizava ser o partido da ética, da organização da classe trabalhadora e da transformação estrutural do Brasil. Nada disso ocorreu nos 13 anos de governo. Falta ao PT fazer autocrítica e se reinventar"
Frei Betto, ex-assessor de Lula

Avon perde  o brilho
O modelo de vendas diretas, ou o famoso porta a porta, que ajudou a Avon a se tornar referência em cosméticos no Brasil, parece estar com os dias contados. Sem investir em novas frentes, a empresa viu sua participação no segmento de beleza e cuidados pessoais cair de 8% para 6% em 5 anos. No mundo, a Avon também enfrenta dificuldades. Desde 2012, seu valor de mercado encolheu 87% e já há acionistas que pressionam pela venda até do próprio controle da companhia.

23,14%
Foi quanto cresceram as vendas de veículos novos em janeiro na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo dados da Fenabrave, a federação das distribuidoras. O número confirma a consistente retomada do setor.

As (inacreditáveis) dicas de investimento de Eike Batista
O principal executivo de uma empresa que abriu o capital no ano passado se divertiu com o canal de YouTube criado por Eike Batista, que passou uma temporada na prisão e que agora cumpre recolhimento domiciliar noturno por ordem do Supremo. “O cara se enrola na Lava-Jato, perde dezenas de bilhões de dólares, faz investidores de palhaço e lança um canal para dar dicas de investimentos”, diz o executivo. “O Brasil é um país estranho. Só falta o Eduardo Cunha e o Lula darem dicas de boas maneiras.”

RAPIDINHAS
Um grupo de ex-funcionários do Google, Facebook e Apple criou o Center for Humane Technology para estudar o impacto do mundo digital na sociedade. “Sabemos o que estas empresas medem”, disse ao The New York Times Tristan Harris, o principal fundador. “Sabemos como falam, como sua engenharia funciona.”

A ideia da entidade é ambiciosa: convencer os governos a impor limites às redes sociais, evitando que elas viciem e que seduzam crianças. Não será tarefa fácil. O Facebbok lançou recentemente o “Messenger Kids”, voltado para crianças de 6 a 12 anos. A intenção de Mark Zuckerberg é clara: cooptar adeptos desde muito cedo.

Continua o cerco das instituições tradicionais às criptomoedas. Citigroup, JPMorgan Chase e Bank of America, três dos maiores bancos dos Estados Unidos, não permitirão mais que os seus clientes de cartão de crédito comprem bitcoin utilizando os cartões.

O mercado de startups e fintechs não vai esfriar tão cedo. Um sinal disso é a aquisição de 100% do capital social da BestPay, empresa brasileira de soluções de pagamentos, pelo grupo Garantia, que não revelou o valor do negócio. O Garantia já detém parte de startups como DocWay, HelpRemédios e HubMoney.

 

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