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Estado de Minas

BH tem segunda menor inflação entre as capitais em 2017, segundo IBGE

Capital só perde para Belém (PA) que registrou 1,14% de alta nos preços durante o ano passado


postado em 10/01/2018 15:26 / atualizado em 10/01/2018 15:35

(foto: Pixabay/Reprodução)
(foto: Pixabay/Reprodução)

A Região Metropolitana de Belo Horizonte terminou 2017 com o segundo índice mais baixo de inflação quando comparada com as outras capitais do país e fechou com alta de 2,03%.

O Indice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi divulgado nesta quarta-feira pelo IBGE e mostra que, considerando todo o Brasil, a taxa foi de 2,95%, a mais baixa desde 1998, quando ficou registrado 1,68% de inflação.

No caso de Belo Horizonte, só Belém teve menor alta dos preços ao longo do ano e alcançou a primeira posição.

No relatório que explica os índices do ano, o IBGE justifica a baixa no percentual graças, principalmente, a alta na safra de alimentos, que detém cerca de um quarto (¼) das despesas das famílias, o que fez com que os preços caíssem. Com isso, a inflação foi impactada para baixo.

“Este é o menor resultado (-1,87%) e a única vez que o grupo apresentou deflação no ano desde a implantação do Plano Real”, afirma o IBGE.

Entre os alimentos que tiveram baixa, o feijão-carioca foi o principal inflienciandos com queda de 46,39% no preço.

Entre os índices regionais, Goiânia e Brasília apresentaram a maior variação, ambas com elevação de preços de 3,76%.

Impacto


Não por acaso o IPCA de 2017 foi puxado pelos grupos Habitação (com alta de 6,26% e impacto de 0,95 ponto porcentual), Saúde e Cuidados Pessoais (com alta de 6,52% e impacto de 0,76 ponto porcentual) e Transportes (com alta de 4,10% e impacto de 0,74 ponto porcentual).

Juntos, os três grupos representaram 2,45 ponto porcentual do IPCA, ou 83% da inflação do ano. O resultado só não foi mais elevado porque o grupo Alimentação e Bebidas caiu 1,87%, com uma contribuição negativa de 0,48 ponto porcentual em 2017.

Gasolina


Em vigor desde 3 de julho de 2017, a nova política de preços da Petrobras - que permite à área técnica da companhia reajustar os preços dos combustíveis nas refinarias para acompanhar a taxa de câmbio e as cotações internacionais de petróleo e derivados - pressionou os preços dos combustíveis no varejo.

De 3 de julho a 28 de dezembro, quando encerrou a coleta do IPCA do último mês, foram concedidos 115 reajustes nos preços da gasolina, acumulando um total de 25,49% de aumento. Em julho, houve ainda reajuste na alíquota do PIS/Cofins dos combustíveis. Na gasolina, a alíquota passou de R$ 0,3816 para R$ 0,7925 por litro. (Com Agência Estado)


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